08/02/07

Benfica entra para o grupo dos mais ricos do mundo

O Sport Lisboa e Benfica entrou para o grupo dos clubes de futebol mais ricos do mundo, ocupando a vigésima posição.
O Benfica é um dos quatro novos clubes que, na época 2005/2006, integraram a lista dos 20 clubes mais ricos do mundo com uma receita de 85,1 milhões de euros.
Além do clube português, entraram, pela primeira vez, para o "ranking" da Deloitte o Hamburgo, o Rangers e West Ham United. O Benfica e o Rangers são assim os únicos representantes de países que não fazem parte dos Big Five (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França).
A entrada do Benfica para este "ranking" é justificada pelo aumento de 34% das receitas de 63,4 para os 85,1 milhões de euros, na época de 2005/2006.
Segundo o estudo da Deloitte, a participação do clube português na Liga dos Campeões na época de 2005/2006, onde chegou até aos quartos de final, gerou uma receita de 16,4 milhões de euros.
Com a renovação do estádio da Luz, por ocasião do Campeonato da Europa em Portugal, as receitas das vendas de bilhetes aumentaram para 38,6 milhões de euros, ou seja, 45% das receitas totais.
As receitas comerciais atingiram os 29,3 milhões de euros, devido aos patrocínios da Adidas e da Portugal Telecom.
Segundo a Deloitte, para que o clube se consiga manter nesta liga milionária durante os próximos anos terá que manter este nível de receitas e continuar a participar na Liga dos Campeões.
Pelo segundo ano consecutivo, o "ranking" dos clubes mais ricos do mundo continua a ser liderado pelo Real Madrid, seguido pelo Barcelona e pela Juventus.

- Ana Luisa Marques / Jornal de Negócios -

O Benfica é o primeiro clube português a fazer parte desta lista. Que fique bem claro!
Eu sei que para algumas pessoas é muito difícil depararem com estas verdades. Mas as verdades são para se dizer, custe a quem custar. Ponto final!!
Gostei de ler, de saber e de ver algumas pessoas "roídinhas" de inveja!
Mas, fiquei deveras preocupada com esta notícia, só porque há por aí muita gente que a partir de amanhã vai fazer "fila" á porta do estádio - da tesouraria mais propriamente - a perguntar:
- Então com todo esse dinheiro, onde é que está o meu...???
Chego à conclusão que há verdades que jamais deveriam vir a público!
Foto: Kazuo Okubo

Estranha Forma de Vida

Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração
vive de forma perdida
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais
pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

- Alfredo Duarte / Amália Rodrigues -

Volta e meia gosto de ouvir fados. Foi o que aconteceu ontem, estive a ouvir Amália cantar fado como só ela sabia, em casa de um amigo, que como bom português, também gosta de fado. Por incrível que pareça não tenho cd's de Amália Rodrigues, tenho muitos ainda em vinil. Vou lembrar-me disso numa próxima ida à fnac.
Foto: Karula
A seguir ao almoço....
Muito se falou - de forma indignada - sobre as palavras de Manuel Pinho, quando da visita à China com o Primeiro Ministro.
Ontem, no espaço "Opinião" do DN, leio:

Quem paga manda
Sinceramente, o que Manuel Pinho, disse na China, e José Sócrates depois confirmou, não me aquece nem arrefece. Na verdade, o ministro não mentiu quando falou da realidade dos salários em Portugal - mas a autoridade do ministro, nessa como noutras matérias, é diminuta. Se ele dissesse que em breve os salários portugueses estariam ao nível europeu, seria acusado de fazer demagogia, mas o resultado era o mesmo. Ninguém dá grande importância. Quem manda nos salários, nos eventuais choques tecnológicos, e na estratégia nacional, são as empresas. Na maioria dos casos, com sede em Espanha ou noutro qualquer país. O ministro Pinho manda pouco. E, pelos vistos, mal.
Nessa medida, há coincidências que parecem "combinadas" para nos confrontar com a realidade: nos últimos dias, e depois de o grupo espanhol Prisa ter finalmente assegurado o controlo da empresa Media Capital - detentora, entre muitos outros activos, da TVI - soube-se, a propósito das OPA que animam o mundo financeiro, que a participação espanhola no nosso mercado bancário ultrapassa já os 20%, e não quer parar de crescer. Ao mesmo tempo, a Notícias Magazine fazia capa, domingo passado, com os jovens portugueses que escolheram Madrid para viver e se mostram orgulhosos e felizes com a sua escolha.
Nada disto foi combinado, mas parecia, para chegarmos ao ponto a que chegámos: um país não existe, no século XXI, quando não tem poder sobre a sua economia, quando depende mais dos outros países do que de si próprio, e quando permite, por manifesta falta de alternativa, tornar-se uma sucursal de outra economia qualquer. Portugal, manifestamente, não tem poder e é hoje uma sucursal. Além do território (e é duvidosa a ideia de território desde que Schengen acabou com as nossas fronteiras), temos uma língua, uma história e uma cultura. Ninguém quer acabar com qualquer destas componentes, que até podem ser rentabilizadas turisticamente, tal como o fado ou o Eusébio. O resto, bom, o resto é de quem aproveita as oportunidades - as mesmas que Portugal nunca aproveitou.
Foi a Espanha? Excelente. Venham a França, a Itália, a Irlanda, venha mesmo a China ou o Japão. Por mais ministros que passem pelo Governo, o que fica, depois da espuma se desvanecer, é essa realidade global que, no limite, até permite a Manuel Pinho dizer o que pensa sobre as vantagens portuguesas. Aqui ou na China, quem amanda efectivamente nos nossos salários ri-se do ministro. E decide como entende.

- Pedro Rolo Duarte in Diário de Notícias -

Verdade, verdadinha!!
Gostei.
Olá, bom dia!

07/02/07

Foto: Karula
Hoje despeço-me em beleza.
Com um olhar... dengoso??
Foto: Kerry Anne Okeefe

A cada dia que termina, a cada nova noite que cai, a cada virar de página da vida, do nosso dia a dia, há a certeza de uma nova manhã.
O tempo não se detém, corre veloz indiferente ao nosso querer, alheio à nossa vontade, sem perguntar se queremos ficar um pouco mais absortos num sonho, num olhar, num abraço, na expectativa de uma promessa, na lembrança de um beijo...
Há a certeza de novas experiências, de novos sonhos, de novos mundos por desvendar!
Para serem vividos com os sentidos.
Quero apenas viver de sentidos...
Recebo um mail que diz assim:
"Venha passar o dia de S. Valentim aqui .... em Moçambique!"
Respondi que agradecia o convite, mas que não era possível confirmar, de imediato, a reserva pois.... tinha que ir arranjar - antes de mais nada - um namorado!!!
Vou então tratar do assunto...!
Há pessoas - figuras públicas neste caso - que nunca chegamos a conhecer pessoalmente.
Acabamos por "conhece-las" pelo que outros nos contam, ou pela televisão, pelo que escrevem, através de uma entrevista que alguém lhes fez, porque nos cruzámos aqui ou ali, e acabamos por criar uma ideia - muitas vezes errada, para o bem ou para o mal - desse alguém! Achamos que determinada pessoa é simpática, bem disposta, ou arrogante, antipática, com sentido de humor, carinhosa, etc., etc.! Há quem nos diga que "aquela" pessoa é fantástica e logo de seguida outros "pintam" um quadro que não é bem assim.
E quando, por acaso ou não, acabamos por conhecer uma dessas pessoas - de quem tinhamos formado uma ideia - por vezes vamos com as expectativas muito altas e deparamos com uma desilusão, com outras acontece exacatamente o contrário.
É engraçado, descobrir alguém aos poucos e poucos, de quem tinhamos ouvido falar - bem e mal - e vamos então comparando a ideia formada e o que aquela pessoa nos vai dando a conhecer de si.
Se há algo em que normalmente eu reparo, quando conheço alguém, é primeiro no seu olhar - na forma como olha, não gosto de pessoas que enquanto falam desviam o olhar, não são capazes de fixar os olhos dos outros - a segunda é na sinceridade de um sorriso, de uma boa gargalhada. Há pessoas que não sabem sorrir, não são capazes de uma gargalhada que soe a verdade, não há alegria na sua voz.
O timbre de uma voz, também tem alguma importância para mim - há vozes que mexem comigo e não sei explicar porquê - se bem que este aspecto é secundário. As pessoas não são melhores ou piores pelo seu timbre de voz.
E se há algo com que normalmente me surpreendo, é sobre o tema música. Por vezes achamos que aquela pessoa, que tem determinada forma de vestir - mais clássica, ou mais descontraída - que prefere este ou aquele tipo de leitura, que mantém uma conversa sempre no mesmo tom de voz ou se vai soltando mais, que é mais ou menos extrovertida, talvez da ideia que formámos sobre aquela pessoa, achamos que certamente gosta deste ou daquele tipo de música, e que está fora de questão gostar de outros géneros. E de repente...surpresa!!
Hoje já me surpreenderam, quando dou conta que alguém gosta de alguma música brasileira! É também verdade que estamos a falar de um determinado tipo de música brasileira, mas não deixou de ser uma surpresa.
Adoro boas surpresas...!!!
Gosto ir descobrindo pessoas!
Foto: Judith Tomaz
Desgostos de amor...???

06/02/07

Foto: José Gama

Nos sonhos senti-te por aqui. Andaste tão perto, através das sombras adormecidas da escrita.
E ficaste! Vieste para me olhar enquanto escrevo para ti e talvez descobrires nas letras o fôlego que por vezes me falta, enquanto os dedos deambulam nas teclas e as palavras se vão transformando em frases, linhas, textos!
Quase senti o palpitar do teu coração, que batia serenamente, como se não quisesse quebrar o silêncio das palavras que nunca aqui pronunciei.
Em silêncio, de olhar atento, deste conta que, letra após letra, numa sequência de frases, fui aqui revelando o que nunca ousei dizer-te ao ouvido! O que nunca quiseste ouvir!
Estiveste por aqui! E não me deixaste ver-te...


Dizem-me que o vinho é o melhor aliado do amor.
Aquece o coração, põe um brilho no olhar e incendeia os sentidos...
E que não há noite de amor como aquela passada na companhia de quem se ama, e para além de um bom vinho, o crepitar de uma lareira.
Não, nunca vivi um momento assim, apenas o imaginei diversas vezes.
Algo me diz que sim, que um dia irei viver essa experiência, encostada ao peito de alguém, enquanto o oiço sussurrar no meu ouvido!!
Foto: Christiano Boari
Não estou zangada...
É só um BOM DIA!!!

05/02/07

Foto: Quark

Num ambiente de temperatura amena, que apetece, e na companhia de alguém cuja presença forte nos marca, não passa jamais despercebido, enquanto se trocam conversas banais, lanço as palavras - como se de um jogo se tratasse - na direcção do tabuleiro pousado na mesa ali na minha frente e, com ansiedade disfarçada, aguardo alguma resposta.
As palavras espalham-se naquela sala, misturam-se com os sentimentos e a música que toca, confundem-se com os sabores depositados na tábua de queijos e no aroma frutado do vinho tinto.
Como a tentar enganar a espera, levanto o olhar na procura - não de uma resposta - mas do seu melhor sorriso, que sei encontro sempre!!
E nesse momento, todas as perguntas sem resposta, são esquecidas...

02/02/07

Imagem Google

Sinto que pela noite dentro, apenas acompanhado pelas notas de um piano que te interrompem o silêncio, me visitas, quando passas por aqui...
Quando me voltares a ler - se um dia o fizeres de novo - numa dessas noites em que o teu silêncio será interrompido apenas pelas notas soltas e tristes de um qualquer piano, quero que recebas este beijo - sim este - que aqui deixo para ti!!!
Boa noite!
Foto: Karina
A seguir ao almoço.....
Foto: Eric Boutilier

Em tempos houve abraços planeados. Por mim.! Abraços suaves, sempre planeados em longas noites de saudade.
E seguiam-se conversas que sabia adiadas, conversas adiadas para um qualquer dia, de um futuro também ele fora de tempo. Um futuro tão frágil que eu sabia era já passado, mesmo antes de acontecer.
Hoje, numa alva folha de papel, resta a velocidade silenciosa das palavras nunca ditas. Aquelas que sempre estiveram fora de tempo. Já não cabem em lado nenhum. Já nada dizem de tão silenciosas que eram! Que são!
Ficou a lembrança daquele olhar... e a eterna interrogação, de quantas palavras caberiam no teu olhar...?

01/02/07

Foto: Karula

Termino o dia de hoje em beleza como podem ver...
Digamos que com um olhar:
tentador...?
atrevido...?
misterioso...?
convidativo...?
ou...
provocador...?
Acabei de comer duas deliciosas torradas, barradas com imensa manteiga...
Huummm!!!
Souberam-me pela vida!

Agora, vou ali num pulinho fumar um cigarro... é que desde o início da semana que não se pode fumar aqui no escritório!
Volto já!!!
Sou alguém que gosta de preservar as amizades, e consigo ultrapassar algumas "beliscaduras" que eventualmente aconteçam, para não perder um amigo. Para mim, uma amizade é algo muito valioso para ser questionada por coisas sem importância.
E custa-me muito, magoa-me mesmo, a esta altura aperceber-me que após o ponto final numa relação, que não importa o tempo que durou, se foi muito ou pouco, perceber que não ficou nada. Absolutamente nada!
Deparo-me com uma conversa de circunstancia, do género: "como estás?", "obrigado eu estou bem", "e tu?", "obrigado pelas tuas palavras", e nada mais!! Palavras cheias de cerimónia, como se essas duas pessoas tivessem acabado de se conhecer.
E tudo isto é tão real, que mesmo estando deste lado, consigo perceber que a outra pessoa está a fazer qualquer outra coisa enquanto troca aquelas parcas palavras comigo. Entre o virar de uma ou outra página, ou assunto de serviço, vai respondendo ao meu: "e tu como estás?" E de repente desaparece...! Final de conversa!!!
E acabo sempre por ficar com aquela desagradável sensação de que estou a ser chata e a incomodar.
Tenho muita pena, que tudo isto tenha chegado a este ponto! De nada haver para se dizer, ou algum interesse em se conversar.
Mas é verdade, que não me surpreende.
Era isto que eu estava à espera que acontecesse.
Como sempre, respeito as opções e decisões de cada um.
Desta vez não seria diferente. É o que estou a fazer, embora isso me magoe um bocadinho.
Foto: Gunter Hagedorn

Encontrei-te

encontrei-te
estavas mergulhada numa esquina
submersa
dentro do teu próprio corpo.

- Nelson Daires -