30/11/05

Almoço
Penso que todos gostamos de um bom almoço e principalmente com uma boa companhia!
Eu também! Até porque não gosto de almoçar sózinha!
Pouco passava do meio dia quando alguém me telefonou a convidar para almoçar. De imediato respondi que já tinha companhia, o que não era verdade, mas pronto, como diz o velho ditado - mais vale só...
Achei mesmo que hoje iria comer sózinha!
Até que resolvi enviar um sms - a um miúdo cheio de charme - para o desafiar a almoçar, mas sem esperança nenhuma, a sério!
Surpresa!! Ele que andava por aqui perto disse que estava disponivel! Bem quase que comecei aos saltos em frente ao caixa do Banco onde me encontrava no momento.
Quando cheguei junto de ti...! Meu Deus!!!
Não estás só mais lindo que nunca! Estás com um «ar» leve, fresco, irradias uma aura de quem está bem com a vida! Cheguei a dizer-to! Acho mesmo que foram poucas as vezes que te vi assim, embora sejas por norma uma pessoa bem disposta e com muito sentido de humor. O teu sorriso estava ainda mais bonito do que o habitual. A tua voz - embora um pouco mais rouca - ainda me pareceu mais bonita. Charme? Às «paletes»!! Toneladas de charme! A tua roupa informal - que te fica tão bem - que um cachecol completava e dava um toque fino, estava o máximo.
E agora Charme, diz-me só uma coisinha:
- Achas que eu mereço, ver tudo isso, ali juntinho de mim...e não poder mexer, agarrar, apertar?
Não, eu não mereço!

Espero por melhores dias...
Mas adorei ver-te, conversar e rir.
Adorei almoçar contigo!!!

29/11/05

Até amanhã!!!

28/11/05

O sono tardava. O pensamento não tinha descanso. A angustia da incerteza, fez-me levantar e procurar um cigarro que fui fumar na varanda. Levo-o aos lábios e deixo-me envolver pela fumo, que saboreio lentamente. A certa altura percebo que a cada trago naquele cigarro é como se procurasse uma resposta, uma certeza, a uma única pergunta.
Enquanto o cigarro se consome, como se fosse a cinza das horas, continuo sem resposta.
O vento que corre dispersa o fumo, mas não consegue o mesmo efeito na memória nem na angustia que me consome.
Dou um nome e um corpo a tudo isto.
Ao longo dos tempos, na troca de um olhar e no toque de duas mãos, construi momentos e palavras. Modos de sentir que se foram modificando ao longo do tempo. Maneiras de te sentir, diferentes que se foram tornando imensas.
Para as ausências procurei desculpas, como se quisesse amordaçar a tua falta. As desculpas, já as não encontro. Já não se disfarça a verdade! A única verdade é o aumento da distância, e a incapacidade de fingir o desejo que não se sente. Porque o desejo que se sente, não se finge. Basta um olhar para o percebermos. Eu senti esse olhar, que agora nada me transmite. Tenho medo de olhar fundo nos teus olhos. Tenho medo dessa verdade que os olhos não escondem.
Sabia que esse dia iria chegar. Chegaria mesmo que eu não o esperasse.Como se fosse o encontro de um tempo já marcado, como se fosse o final das tuas ausências numa ausência sem fim.
Dou comigo dispersa entre pensamentos e memórias já tão vastas.
Quando regresso ao meu quarto, ainda sinto o teu cheiro e oiço os teus passos, como das vezes que ali estiveste. Fecho os olhos e sinto o teu toque, naqueles momentos de crueza, na expressão carnal da nossa forma de sentir os corpos.
Aqui, nestas páginas, pintei cada encontro nosso. De cores e de cheiros. Hoje as cores não existem e só o cheiro da tua ausência está comigo. Ali, naquele quarto já não existe um "nós" apenas eu, sem surpresas!!
Sempre houve, em mim, um silêncio de palavras faladas - não escritas - que deixei perdidas no tempo, mas encontraste-me sempre numa disponibilidade sincera, sempre limitada pela tua vontade. Penso que nunca soube ir ao teu encontro, nunca consegui derrubar as fronteiras que existiram entre nós, como nunca soube demonstrar-te o meu gostar. Nunca ousei pedir a tua mão num afago que me fez falta. Perdi-me em palavras escritas que nunca fizeram eco em ti! Para mim, elas bastavam-me! Havia sempre a máscara de um sorriso, que escondia as lágrimas de que nunca te falei. Eu bastava-me! Hoje a tua falta, e a distância - que é uma certeza - dói-me!
A diferença do que foste e do que és hoje é táctil. Já não se disfarça. Sinto, que já não sentes!
Um dia deste-me a perceber o teu desejo, como hoje me mostras o teu não desejo.
Em mim tudo ficou da mesma forma, por ti.
Apenas alguém mudou...
Tu!!!

Boa noite!
Ontem,

estive contigo

e...

ontem,

tive saudades de ti!!!
Ontem apetecia caricias
O sentir dos dedos
O roçar dos lábios
O envolver da tua pele
Num abraço reconfortante

Em ansiedade
toda eu chamava pelo teu corpo.

Tudo terminou numa angustiante espera
De ti...!

25/11/05

O teu olhar em mim
enquanto as mãos percorrem o corpo
que em chasmas deixaste.

Inventas loucuras.

Suspensa no teu desejo
Ao som da tua voz.

O teu corpo, onde passeiam os devaneios das minhas mãos
E há desejos e prazeres por cumprir.
Saboreio cada pedaço de ti
Entranhaste em mim. Na pele. Na alma
Enquanto embalas o meu corpo num ritmo suave
Até ao fundo...

Até ao fim...
"Nunca se justifique.
Os amigos não precisam
E os inimigos não acreditam."

- Ditado Arabe -
Sempre

que te beijo

há rumores

surdos, pálidos

aromas de verão,

raizes perenes,

crescentes,

no desejo do teu

corpo molhado

sempre que

o beijo

- Alexandre Monteiro -
Ontem à noite, estava ainda no escritório e recebi um sms, de alguém a dizer que não lhe era possivel almoçar comigo hoje. Não posso dizer que fiquei indiferente. Naquele momento, não! Passei a semana toda na esperança desse almoço, que seria hoje. Não fiquei zangada - nada disso - fiquei sim com mais saudades tuas e doeu-me muito saber que vão ser mais uns dias sem te ver. Já me basta só isso, ver-te!
Não consegui sequer responder alguma coisa! Só mais tarde o fiz.
Já tinha percebido que não andavas bem e este sms diz tudo:
"Só se passa um enorme fastio pela vida que levo."
Apenas estas palavras! Fiquei a pensar se estarei incluida nesse «fastio»! É possível que sim! Ou não! Tive até algum receio de enviar a resposta às tuas palavras. Mas fiz o que a minha consciência achou que devia ser feito.
Uma vez por outra gostaria de "espreitar" o que vai aí dentro de ti. Quando estou muito tempo sem ter ver e saber de ti, gostava de ter essa possibilidade. Como é a tua vida, o que vêem os teus olhos, as tuas alegrias, os teus "fastios".
Por vezes parece-me que te mudas para longe - mais longe de mim - e então, apenas me resta esse corpo, que tão bem conheço com as minhas mãos!
Esse corpo que já me deu momentos de prazer e loucura, e que pode matar estas saudades de ti.
Já tenho um passado contigo, uma história!
Tenho um presente em que me fazes falta, tenho saudades, e um gostar de ti sem tamanho!
Tenho dias preenchidos pela tua ausência, pela falta de palavras!
Só não sei o que fazer com esta vida que me sobra quando não te tenho!

Charme, se a tua vida é um «fastio» tenta imaginar a minha!
Quando estiveres em frente de um espelho, lembra-te de mim, e repara bem na imagem reflectida nesse espelho... Tudo o que nele encontrares é o que a mim me falta!!!
Talvez nessa altura me compreendas!

Um óptimo dia para ti!
Já reparaste que está sol lá fora, tu és lindo... e está aqui uma tonta que gosta muito de ti??

24/11/05

Vivo cada dia do nada que me deste!
Embalada no teu sorriso - em noites demasiado longas - desperto na ternura do teu olhar para mais um dia infinito de ausência!
Procuro-te numa foto. Encontro-te num sms. No tropeçar de um mail com data amarelecida pelo tempo!
Agarro-me à saudade de tudo quanto escreveste e absorvo cada palavra tua ali deixada.
Enquanto enxugo uma lágrima teimosa, a saudade dá-me forças para saber dos teus passos.
Sobre ti, haverá sempre uma página em branco, que nunca escreverei! Talvez seja a mais original.

Um dia vou sair pela mesma porta em que ousei entrar na tua vida.
E saberás a verdade do quanto te gosto!

23/11/05

Hoje acordei ainda era noite, despertei de um sonho e o sono não voltou a querer nada comigo. Voltas e mais voltas na cama, nada! Dei comigo a lembrar o sonho que tinha tido! Não queria mesmo nada pensar no assunto. Nada feito!
Há coisas que não temos a capacidade de controlar na nossa vida!
Os sonhos são uma delas! Impossível dizer ao deitar: hoje vou sonhar com «isto» e não vou sonhar com «aquilo»! E como é assim, por vezes temos sonhos que são pesadelos! Mas há outros, de que gostariamos não despertar nunca!
O meu sonho foi assim. Tão bom que só podia mesmo ser um sonho. Tudo era demasiado perfeito, quando vivemos num mundo de tanta imperfeição. E não me refiro à natureza! Nunca alcançaremos a perfeição. Penso até que isso não existe, é apenas pura invenção em que acreditamos, que nos ajuda a evoluir, na esperança de a alcançarmos.
No meu sonho, toda a perfeição se resumia a ti. Tu que chegavas, no silêncio da noite que estava marcada para nós. E contigo trazias tudo o que mais quero. Um sorriso iluminado pela lua, que encheu de cor aquele quarto. A beleza que não me atrevo a descrever, com palavras que só deturpariam como és. No toque de veludo das tuas mãos, contavas histórias guardadas na memória de tantos segredos nossos, que aqui não ouso revelar. Os teus pequenos defeitos iam contigo, mas até esses me agradam, porque são teus.
No abraço que te dei, num segundo, era como se procurasse uma recompensa para uma vida inteira de espera por ti. De tão longa ausência! E quando os nossos olhos se cruzaram, havia magia naquele momento.
A tua boca tinha o sabor aveludado da afirmação, de quem vem para ficar!
Quando despertei, por momentos que me pareceram longos demais, - naqueles breves momentos em que não sabemos se é sonho ou realidade - apenas abracei a minha própria solidão. O sonho levou-te! A culpa é do sonho, que enquanto acontece se torna realidade!
Do meu sonho, apenas ficou a verdade do meu gostar de ti. Demasiado!
Mas quem ama por amor, nunca ama demais, mesmo quando fico acordada a tentar não te amar tanto!

22/11/05

Tudo o que aqui escrevi hoje, foi sobre sentimentos bonitos, verdadeiros e muito grandes.
Os meus!
E como a vida é feita de outras realidades, e porque nunca sabemos o dia de amanhã, termino de uma forma menos bonita, mas também muito verdadeira.
Lido algures por aí:

A vida nem sempre é como queremos!
A morte, por vezes é...!!!

Boa noite.
Cada pedacinho da tua pele.

Cada poro teu.

É um momento de prazer...

Em miniatura!!!
Por vezes pergunto-me se gostas da forma como te gosto.
Se essa verdade te incomoda!
Gostarei eu demasiado de ti, a pontos de não te deixar «confortável»?
Não sei!
Ainda não consegui ler nos teus olhos, porque sei que da tua boca nunca nada se ouvirá!
Quando te contemplo, acho sempre que nunca gostarei demasiado de ti. O suficiente! Para mim mereces sempre mais. Quero sempre dar-te mais! Mas quero o teu conforto, para além de tudo.
Estou sempre carente de ti, não posso negar, e quero sempre mais de ti. Será esse o motivo porque te quero dar sempre mais e mais?
O gostar não se esgota! O meu não! E o que tu sentes, terá limites? Esse afecto, amizade, ou desejo - eu não sei o que sentes, se sentes, ou que nome tem - terá limites?
Nada sei! Nada peço! Nada exigo! Nada pergunto!
Conheço bem a solidão de ti... Não me assusta! Aprendi a lidar com ela! Estás sempre ausente em outras pessoas, ou em datas obrigatorias na tua vida.
Talvez o amar de verdade seja isto mesmo.
Nada exigir para tudo ter!!
Ou sera, nada exigir e tudo dar?
E neste meu silêncio de perguntas, continuarei a gostar-te. Sempre!
Sabes onde estou!
Sabes onde mora o desejo de ti!!
Vem quando quiseres! Se quiseres...!

21/11/05

Existias de noite, como a letra de todo o movimento,
e das estrelas o céu pintado ao fundo,
e distraído às vezes confessava amar a tua pele
como quem quer dizer-te: não morras nunca mais.
Esta noite, outra noite,
esta manhã que nasce pelas frinchas
da janela pequena entreaberta,
por planaltos e vales caprichosos,
lagos azuis, ravinas e pinhais,
irei de vez em quando perguntando

onde existes? Onde estás?

- António Franco Alexandre -

E porque nem tudo na nossa vida tem uma resposta...
Hoje fico por aqui!
Boa noite.
Fim de semana de chuva.
Fim de semana sózinha.
Fim de semana quase na totalidade a ver a série "24" na 2:
Aliás não é uma série, é um vício!! Ontem esperei pelo intervalo, enquanto dava as noticias, para ir comer qualquer coisa a correr e voltar de seguida para a frente do televisor até ao final.
Foi mesmo a minha companhia nestes dois dias. E claro está, os meus gatos também!
Há dias assim...!
Nas noites de quarta e quinta feira passadas, cheguei a casa pouco passava da meia noite. Ainda cedo portanto. No primeiro dia, assim que entrei na garagem para estacionar no lugar do costume - não sei porquê ninguém estaciona naquele sítio, talvez porque é um tanto apertado, está sempre livre e ainda bem - reparei num senhor que estava tranquilamente sentado numa carrinha Mercedes, e dava para ouvir a música. Achei estranho alguém estar áquela hora dentro do carro, mas cada um com as suas manias!
Na segunda noite...lá estava o senhor dentro do carro novamente! A ouvir música! Só que desta vez, enquanto eu estacionava, o senhor saiu do carrito e qual não foi o meu espanto, quando chego ao elevador e... lá estava ele de porta aberta à minha espera!!!
Dei boa noite e agradeci a simpatia! Sai no quinto andar e pelo botão que estava marcado no elevador, o simpático senhor seguiu para o nono!
Não sei porquê, mas tenho cá a impressão que descobri o «fantasma» da minha garagem, que volta e meia me deixa bilhetinhos no pára-brisas...!!
Pelo que hoje encontrei no carro, o senhor está com imensa vontade de se apresentar brevemente. A ver vamos, se estou enganada!!!
Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens!
Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

- Florbela Espanca -
Os Village People e os Boney M, duas bandas de referência da Disco Sound, passaram pelo Pavilhão Atlântico na sexta feira passada.
Imensa gente numa sala engraçada, com as idades predominantes entre os 35 e os 50 anos. Também se via bastante gente "novinha" e até pais com filhos pequenos. Do tipo "bora lá ver" o que os pais daçavam há trinta anos atrás!
Ouviu-se, cantou-se, e dançou-se: Sunny, Rivers of Babylon, Daddy Cool, Y.M.C.A., Macho Man, In The Navy. O pessoal ia mesmo naquela de "curtir" o espectáculo.
Depois da actuação das duas bandas - que já não são os "originais" a maior parte deles - a festa continuou e a sala do Atlântico, virou uma discoteca gigante, com gente muito animada a dançar e a recordar a música dos anos setenta, como "I Will Survive" de Gloria Gaynor, entre outros, até à uma e meia da manhã.
Foi bom recordar os "velhos tempos", que afinal já não voltam!
É claro que nada disto é do meu tempo...! Nada de confusões!
E o público, alguns, vestidos e calçados a rigor...! Anos setenta, lembram-se?
Só visto!!!

19/11/05

Outras Marcas

No teu rosto as marcas da vida.
Nos teus olhos os vestígios de uma lágrima
Que só eu vejo, que só eu sei.
Na tua boca marcas de beijos
Que apago
Para que os teus lábios não tenham
De outros lábios marcas
E beijos senão os meus.

- encandescente -