30/12/05

Sobre o champagne já dizia Napoleão:

"Nas vitórias é merecido.
Nas derrotas é necessário..."


Tchim, tchim, ao Novo Ano 2006!!!
Conto o tempo que passa
Primeiro em dias
Depois em horas
Finalmente em minutos
Como um obstáculo
Que me separasse de ti

E só quando chegas
Percebo afinal
Num momento fulgurante
Que o tempo é
Apenas um caminho

Que me leva sempre
Onde tenho de ir.

- Luís Ene -
O ano está quase, quase a acabar. Mais um que passou num "abrir e fechar" de olhos.
Abrimos portas ao Novo Ano 2006.
Normalmente, dou comigo a fazer uma análise do ano que passou.
O que fiz, o que não fiz e devia ter feito, o que foi bom, o menos bom, o que me magoou, o que me desiludiu, os sonhos que foram realizados e aqueles que ficaram pelo caminho.
A primeira conclusão a que chego - penso que de uma forma geral para todos nós - é que não foi um ano fácil.
Ao nível profissional, por aqui correu bem, foi um ano de muito trabalho, mas termina com a certeza de dever cumprido. Ainda houve tempo e muita vontade de dar uma «mãozinha» à minha amiga e ajudar a que um sonho dela seja amanhã uma realidade.
Penso que prejudiquei um pouquinho a minha familia no decorrer deste ano. Principalmente os meus pequeninos, devido às ausências que fui forçada a fazer por causa do meu trabalho. Nem sempre estive presente, embora tenha tentado compensa-los de alguma forma. Eu sei que não é possível, mas fiz o que pude. Espero que eles um dia, saibam e compreendam porque o fiz.
A nível pessoal, o ano não foi bom. Todos temos sonhos, uns que se realizam outros não. Talvez os meus sonhos voem demasiado "alto" e por isso não seja fácil realiza-los. Sei apenas, que nesse aspecto fracassei. Mas não perdi a esperança e continuo a manter alguns deles.
Foi um ano "pesado", difícil de carregar às costas! Houve mesmo momentos de um desalento total. Mas fiz sempre questão de ter um sorriso nos lábios. Sempre!
Os amigos que contavam comigo, não os desiludi! Estive lá, para o que foi necessário. Mesmo só com uma palavra, ou um abraço. Por vezes é só isto que temos para dar. Mas sei que só isto, quando é dado com amizade conta muito. Fala a experiência!!
Sofri algumas desilusões. Algumas mesmo difíceis de aceitar. Temos que sofrer o que não é bom, para darmos valor ao bom.
Não vou omitir o que foi, para mim, a parte mais difícil deste ano.
É terrível chegar à conclusão que não somos nada na vida de alguém que na verdade é tudo na nossa vida.
Eu não sou nada, e nada tenho, mas na simplicidade destes meus "nadas" eu dei tudo.
De uma forma sincera, sem obrigações, sem nada esperar de volta, só pelo prazer de dar o que tinha. O que recebi em troca, foi muito. Muito mesmo. Mais do que algum dia pensei receber. Sempre houve muita sinceridade pelo meio. Também houve algum egoísmo. Mas foi mais uma lição de vida. Só lamento a forma como terminou. Sempre achei que seria diferente.
Enganei-me. Mas isso também faz parte da vida! Cada um é como é, e ninguém tem que ser como nós gostariamos ou imaginamos.
Tenho a certeza que também eu desiludi. Resta aprender com os nossos erros.
Não há mágoas! Não há arrependimentos!
Há recordações bonitas que ficaram.
Há saudades do que foi bom.
Há uma grande paz em mim, no final deste ano 2005.
Uma grande esperança.
E a certeza no amanhã... no Novo Ano 2006.
BOM ANO PARA TODOS.
Acabei de ouvir na SIC Noticias que o nosso Primeiro Ministro, cancelou as suas férias na Suiça e antecipou o regresso a Portugal, devido ao facto de ter sofrido uma queda na neve. Isto é o que acontece quando as pessoas se põem a fazer aquilo que não sabem. E depois acontecem uns grandes "trambolhões".
Vamos desejar que as «quedas» do senhor PM se resumam às que ele teve na Suiça. Para não termos que «pagar» mais facturas.
Aliás, se ele fizesse como eu e ficasse em casa a passar o Fim de Ano, nada disto lhe teria acontecido.
Isto de se ter dinheiro para gastar na Suiça, é muito aborrecido e tem alguns inconvenientes!!!

28/12/05

Na verdade, tenho saudades de escrever...
Tudo o que sentia.
Só porque é verdade!!!

Agora vou mesmo embora.
Boa noite.
Penso que todos nós guardamos e conservamos algum objecto da nossa infância.
O que me tem acompanhado ao longo dos anos é uma almofada.
Isso mesmo. A minha almofada de criança, e estou a falar dos meus dois ou três anos de idade. Não é a almofada onde deito a cabeça, mas sim aquela em que durmo agarrada. Não por falta seja do que fôr, mas sim por vício, chamemos-lhe assim!
Ela tem sido a minha inseparável companheira ao longo de já alguns (?) aninhos.
Comigo partilhou os inocentes sonhos de criança, os medos, as doenças próprias da idade - a varicela, o sarampo, a papeira, uma hepatite - as revoltas quando pensamos que somos incompreendidos. Também foi a minha cumplice do primeiro amor na adolescência, em que acreditamos que estamos perdidamente apaixonadas e ficamos, no escuro a olhar o "nada" e adormecemos a sorrir. Partilhei com a minha almofada as lágrimas da partida para um País desconhecido, de que tinha medo e ao mesmo tempo uma grande curiosidade, e lhe prometi que fosse para onde fosse a levaria sempre comigo - cumpri a promessa. Mais tarde acompanhou-me nas lágrimas silenciosas das saudades grandes dos meus pais e da minha terra.
A expectativa do primeiro emprego, e o quanto me custou a adormecer na noite que antecedeu esse dia tinha eu apenas vinte anos.
Ela foi comigo quando me casei! E foi ela a primeira a saber quando descobri que ia nascer, dali a algum tempo, a minha «pequenissima» e certamente sentiu os seus primeiros movimentos, que mais tarde se tornaram mesmo uns pontapés deliciosos. Na minha segunda gravidez lá estava a macia almofadinha a partilhar comigo mais uma esperança de vida. O meu pequenino!
Mas também partilhou, muitas lágrimas, desgostos, desilusões, a perda dos meus avós!
Ela esteve sempre ali comigo, quando nos últimos tempos, lhe falei de alguém. E também, uma vez mais, me enxugou as lágrimas. Foi a companheira dos meus pensamentos. Sempre sem me interromper. Bastava-lhe estar comigo!
E não posso deixar de aqui registar, que das duas vezes que esse alguém esteve lá em casa, ali no meu quarto...ela lá estava também!
Penso que aprovou a minha escolha, e até amparou uma cabeça, que não era a minha!

Apenas nessas duas ocasiões, a partilhei com alguém!
E quando vou mais tarde para casa, a certa altura, lá está ela...a chamar por mim.
Até amanhã.
Calo a custo
as palavras que me falam de ti:
agarro-as uma a uma,
com todo o cuidado,
antes que se amontoem,
e reduzo-as a silêncio,
uma e outra vez.

- Luís Ene -
Ontem, por volta das cinco e meia da tarde, ligam-me a convidar para jantar. Por momentos e numa fracção de segundos, estive para agradecer e recusar. Mas pensei: porque não? E resolvi aceitar. Foi-me sugerido o "Solar dos Nunes".
Optei por lombinhos de porco preto com açorda d'alho, acompanhado por um fantástico tinto Quinta doVale Meão - se não me engano - nunca dou muita atenção aos vinhos pois confio sempre na escolha de quem me acompanha. Mas que era bom, lá isso era. Para terminar a refeição um leite creme que estava fabuloso.
Ás quatro da manhã, disse ao meu amigo:
- Como não sou Directora Geral de coisa nenhuma e amanhã tenho que ir trabalhar cedo, se não te importas vou até casa.
Ao que ele concordou desde que hoje fossemos jantar de novo, para conversarmos mais um pouquinho.
Respondi com um "nim"!! A ver vamos...!
Quando ia a caminho de casa, dei comigo a pensar, na noite agradável que na verdade passei. E que daria um ano da minha vida, para que a companhia que tive, fosse outra pessoa. Não porque o senhor não fosse uma óptima companhia, na verdade. Porque é!
Trocava o restaurante, o jantar, e tudo o resto. Bastava-me a companhia e um café.
E lembrei-me do telefonema que alguém me fez ontem ao final da tarde, onde a certa altura da conversa, me disse "só pensas nisso!".
Não, não é bem assim!
Aprecio uma boa conversa, e sou capaz de te dizer, exactamente o disse ontem a quem me acompanhava:
- Adorei este bocadinho e a companhia. Então até amanhã!
Só isso!!
Mas para que isto seja possível, alguém tem que apreciar também a nossa companhia. E isso nem sempre é fácil de acontecer.
É isso mesmo que vocês tão a pensar... "a vida nem sempre é como desejamos".
Então, bom dia!

23/12/05

Acendam as luzes do Natal...

porque uma grande imagem não fica apenas na mente,

mas no coração da Humanidade!!!

FELIZ NATAL
Mais uma noite em que a insónia foi minha companheira. O sono, de novo, escapa-me das mãos!
Sentada, em frente à minha janela - aquela que dá para o rio - reparo na imagem que se reflete nas vidraças da janela, e é como se aquele vidro me olhasse com ironia!
A noite está fria, o ruído do silêncio nesta sala ampla, mantém-me acordada. O silêncio é tão pesado, como a ausência do sono em mim.
Sento-me no cadeirão preferido - hoje mais do que nunca é o meu cadeirão - e deito a mão a um cigarro, que neste momento é o velho companheiro que me faz companhia e me trás alguma paz. Faço um esforço para que o pensamento não voe veloz para o «lugar» de sempre.
Á minha frente a Árvore de Natal pisca nas suas luzes multicolores, incansável! Nesta época do ano, há mais tendência em recordar de uma forma mais sentida, aqueles que amamos e que tanta falta nos fazem. E o pensamento, atravessa oceanos, até chegar ao Índico.
Somos uma familia numerosa e recordo o Natal com a casa cheia. Eramos cerca de vinte e quatro, entre avós, pais, filhos, tios, netos e sobrinhos. Alguns já "partiram" e não voltaremos a tê-los no nosso Natal, outros regressaram à terra que os viu nascer vinte anos após terem de lá saido. Não os vejo há dez anos! Dez longos anos, que não conseguirei recuperar nunca mais. E nesta época sinto a sua falta mais do que nunca. Crescemos juntos, vivemos sempre por perto até regressarem a Moçambique. Dei comigo a pensar que o meu filho não os conhece. Sabe quem são apenas por fotografia. Como o tempo passa...
Enquanto perdemos tempo com coisas tão pequenas e sem importância, esse tempo vai andando, sem que seja possível parar o relógio. Perde-se tempo com pensamentos absurdos, diálogos que não acontecem, monólogos sem respostas, alimentados por ideias idiotas, e continuamos a lutar contra o senso comum daquilo que pensamos que tem que fazer sentido. Deixamo-nos embrulhar em teorias de conflitos, feitos de vontades alheias, mesmo sabendo que vão contra os nossos príncipios, os nossos desejos.
Hoje sou uma pessoa diferente, penso por vezes que sou uma desconhecida que do passado, da criança e adolescente que fui, apenas mantem o nome.
Por todas estas conclusões a que chego, apetece-me recordar o que foi bom, o que valeu a pena, e aqueles que me dão o prazer da sua companhia. Recordar é como reler o príncipio. É como voltar ao começo. Á gargalhada sincera e espontânea. Ás brincadeiras. Á cumplicidade dos segredos. Ao primeiro amor que pensamos será eterno, e que com o passar do tempo vemos que afinal não é bem assim. Aos sonhos em que acreditámos, as ilusões que nos deslumbravam.
Tudo ficou para trás. Tudo passou!
Já à espreita está o sorriso da madrugada.
Antes que o sono chegue, digo adeus ao que ficou nas lembranças.
E já aconchegada no calor dos lençois, desejo um Feliz Natal aos meus que estão tão longe.
E que por momentos estiveram ali, tão perto de mim.
Estarão sempre!!!

22/12/05

Hoje ao almoço tivemos um encontro inesperado!
Lisboa é uma cidade muito pequenina...
Quem diria!!!
As dúvidas nascem dos silêncios...

Há silêncios tão «pesados» que não deixam dúvidas!!!
Há situações demasiado evidentes.
Acho que as mulheres têm um sexto sentido para perceber «coisas» que os outros pensam que nos escondem...
Principalmente quando já vimos o "filme", onde só os protagonistas mudam. Neste caso, só a actriz mudou!
O resto é tudo igual...!
O problema do silêncio é que amplia tudo.
Mas se precisares que te minta
dir-te-ei a mentira maior:
sei ser inteiro sem ti!

- pedro -

21/12/05

" O bem é relembrado;
o mal...sentido!"

- Textos Judaicos -
Ontem fui para a cama bastante cedo.
Devido aos medicamentos que ando a tomar, que me dão imenso sono.
Estava a ver o debate entre Cavaco Silva e Mario Soares e quase não conseguia abrir os olhos. Nem os nervos que me faz ouvir Mario Soares, conseguiram despertar-me.
Hoje acordei com uma tranquilidades e uma paz enormes.
Sinto-me bem.
Acabei de tomar um café, comi um «sonho» que a minha mãe fez ontem à noite e que estão uma delicia, segundo a opinião dos meus colegas que já esvaziaram a caixa que trouxe para eles provarem, e agora vamos voltar ao trabalho, porque isto por aqui não pára!!
Bom dia, mesmo com um sol envergonhado!

20/12/05

A ZAMBÉZIA

Vou aqui falar um pouco da Província da Zambézia, onde sempre vivi. Nasci em Lourenço Marques - por acidente. Os meus pais tinham vindo de férias a Portugal e quando chegaram a Lourenço Marques a minha mãe teve que lá ficar pois eu já não lhe dava tempo de continuar a viagem. E assim nasci naquela linda capital de Moçambique. Quem lá nascia dizia-se que era "coca-cola" - que já por lá havia exactamente como a que hoje há cá - ou também "LM".
Vamos então caminhar para norte até à província da Zambézia, cuja capital é Quelimane, e está dividida em dezasseis distritos e a sua área é maior que Portugal Continental três vezes.
A Zambézia está localizada no Centro/Norte do País e tem como limites a Norte as Províncias de Nampula e Niassa, a Sul Sofala, a Oeste o Malawi e a Província de Tete, e a Leste o Oceano Índico (aquele de águas quentinhas...). Está disposta em anfiteatro voltada para o Índico e a vegetação vai mudando à medida que a altitude aumenta.
Destes dezasseis distritos, os que conheci melhor foram: Gurué, onde vivi quase sempre, Mocuba e Quelimane, onde estive nos últimos anos da minha adolescência naquelas terras. O Gurué situa-se nas zonas mais elevadas e é conhecida pelas rasteiras e verdejantes plantações de chá. Quem não se lembra, por exemplo, do Chá Licungo? Pelo meio das plantações a perder de vista, serpenteavam lindas acácias vermelhas ou os jancarandás de flôr lilás, a marcar a paisagem de diferentes colorações.
Em Mocuba predominavam o imensos algodoais e o sisal, era uma cidadezinha plana, a contrastar com o Gurué, rodeado de montanhas e serras, sendo a mais conhecida a Serra do Namúli, que se erguia altaneira nos seus 2419 metros, acima do mar, sendo o segundo ponto mais alto do País.
O nome de Gurué vem de um Chefe de tribo, os «Lomwé», que é também o idioma falado pela população.
O meu próximo post será dedicado a Quelimane, onde passei parte da minha adolescência, e foi desta linda cidade que me despedi de Moçambique.
O Natal na minha terra é em pleno verão.
Muito calor, muita praia!
É época de grande variedade de frutas como, manga, papaia, goiaba, cajú, abacate. Frutas doces, sumarentas, cujas árvores, nascem espontaneamente à beida da estrada, sem tratamentos especiais, sem adubos. Basta-lhes o sol, e a chuva que cai na altura própria.
Recordo-me de subir a estas árvores, em miúda, para apanhar a fruta. À excepção da papaeira, são todas árvores de médio e grande porte, a mangueira será dentro deste grupo a maior, pois é uma árvore frondosa e que se torna muito grande. Algumas vezes, lá vinhamos parar cá a baixo, agarradas a um ramo mais frágil e que não aguentava com o nosso peso, mas isso não nos tirava a vontade de voltarmos a subir de seguida. Sentávamo-nos num ramo, lá no alto, e comiamos a fruta ali, tranquilamente. Não era necessário lavar! Nunca ficamos doentes por esse motivo! Uma vez por outra lá tinhamos um encontro com uma abelha, ou uma vespa que também queriam provar a deliciosa fruta, ou até com uma cobra, disfarçada no arvoredo. Nessa altura desciamos mais depressa do que tinhamos subido...!
Quando iamos para a praia do Zalala, em Quelimane, nas férias do Natal, que duravam cerca de um mês, parávamos no caminho para comer «côco-lanho». Dá-se este nome ao côco que ainda não está completamente formado. Depois de se abrir comemos com uma colher. É tipo creme, a polpa ainda não está dura como é conhecido. E digo-vos que é uma delicia.
Este côco, tem mais leite do que o já completamente formado. O leite é fresco, saboroso! Em Quelimane, o povo dizia: "Quem prova o leite de côco, numa mais deixa a Zambézia". Era como um feitiço.
E é verdade! Deixei aquela terra fisícamente! Mas o meu coração nunca de lá saiu!!!
Fomos almoçar só as duas.
Estivemos a conversar sobre a nossa vida, que de há dois meses para cá não tem sido fácil. Nem para mim, nem para ela. Mas...vai-se vivendo há espera de melhores dias, que temos a esperança virão com o novo ano.
Toda a conversa decorreu, enquanto comiamos uma deliciosa dobrada, acompanhada de vinho tinto. Estava deliciosa, de verdade!
Eu comi "até tocar com o dedo", como se costuma dizer!
A minha amiga a certa altura até fez o reparo.
- O que te deu hoje?
- Amiga, eu tenho que comer. Preciso de engordar uns quilinhos urgentemente! A balança lá de casa já não pode andar mais "para trás". Comecei ontem a tomar uns comprimidos, para me recompor. Só há um contra... é que o medicamento me dá um sono terrível!!!
Foi óptimo o nosso almoço!

19/12/05

O dia de trabalho hoje começou, para mim, às 08.30H.
Bem cedinho como podem ver.
Terminou mesmo agora.
Vou até casa, pois preciso urgentemente de dormir.
Nas duas últimas noites não foi fácil.

Boa noite!!