23/04/07

Uma semana com George Clooney

20/04/07

Foto: Objectos
Vou então encerrar a semana de Reynaldo Gianecchini.....
.....em beleza! Alguma dúvida???
Foto: Dominique Lefort

Um dos Capítulos

Ainda te falta dizer isto:
que nem tudo o que veio chegou por acaso.
Que há flores que de ti dependem,
que foste tu que deixaste algumas lâmpadas acesas.
Que há na brancura do papel
alguns sinais de tinta indecifráveis.
E que esse é apenas
um dos capítulos do livro
em que tudo se lê
e nada está escrito.

- Albano Martins in "Escrito a Vermelho" -
Foto: 1000 imagens

A isto é o que se pode chamar de uma soneca abençoada...!
Foto: Amanda Com.
Há palavras como tecido, incapaz de conter a explosão da pele...

- aqui não há poeta -
A semana de Reynaldo Gianecchini

19/04/07

Foto: João Cravo

Consegues imaginar o céu sem o azul? É assim que me faltas...

- Luís Ene -
Para descontrair....

Um professor de matemática quis pregar uma partida aos alunos e disse-lhes:
- Meninos aqui vai um problema para resolverem:
Um avião saiu de Amsterdão a uma velocidade de 800 km/h, à pressão de 1.004,5 milibares; a humidade relativa era de 66% e a temperatura 20,4 graus C. A tripulação era composta por 5 pessoas, a capacidade era de 45 assentos para passageiros, o wc estava ocupado e havia 5 hospedeiras a bordo (mas uma estava de folga).
A pergunta é.... Quantos anos tenho eu?
Os alunos ficaram assombrados. O silêncio é total!
Então, o Joãozinho, lá no fundo da sala e sem levantar a mão diz de pronto:
- 44 anos, professor!
- Caramba, tá certo. Eu tenho 44 anos. Mas como é que tu adivinhaste?
E o Joãozinho:
- Bem, eu deduzi porque tenho um primo que é meio parvo, e ele tem 22 anos...
Os meus recortes

O que custa é ser feliz....

A vida exige diariamente de todo nós uma série de adaptações. Por vezes, poderíamos até dizer que mais se trata de violentações, tal a intensidade de que algumas delas se revestem.
O mundo parece, contudo, dividido entre duas espécies de pessoas - as que têm de se adaptar e as que impõem adaptações. Por circunstâncias históricas, a maioria das mulheres coloca-se, ou é colocada, na primeira daquelas categorias.
Não me tenho por particularmente feminista, mas, para ficar a meio caminho entre aquelas duas ordens escatológicas, tive de, ao longo da minha existência, travar muitas lutas. Terá sido a circunstância de ter perdido algumas batalhas que, aliada ao facto de ser mulher, me não terá permitido ganhar todas as guerras!
Eis-me, assim, colocada numa posição intermédia, mercê de muito esforço e de alguma incompreensão. E dirão alguns que mesmo assim tenho muita sorte...
Com efeito, grande número de mulheres não terão conseguido, ao longo do seu percurso, o meu «poder negocial», uma vez que não tendo tido, como eu, acesso a um curso superior, e ao exercício de uma profissão razoavelmente remunerada, se viram obrigadas às adaptações que toda a dependência económica acaba por impor.
Mas algumas haverá, também, que tendo podido fazê-lo preferiram a dependência admitindo que, com o correr dos tempos, seriam elas as menos afectadas.
Outras ainda, não tendo conseguido suportar as condicionantes da dependência, decidiram, a meio caminho, mudar de rumo e ser independentes.
Finalmente, um escasso número de mulheres obtiveram ou herdaram situações que as colocaram numa esfera em que as normas de conduta são as que elas próprias se encarregam de ditar.
Dir-se-à que o que acabo de descrever não é, apenas, apanágio das mulheres. A isto poderá responder-se que quando tais situações se verificam entre homens derivam mais das hierarquias que entre eles se estabelecem, ou das origens sociais a que pertencem, do que à circunstância de serem homens. Não é, infelizmente, o nosso caso. Que às mesmas situações teremos de juntar o pertencer ao sexo feminino.
Assim, conviria estarmos atentas às adaptações que teremos de ir fazendo, porque algumas delas se me afiguram absolutamente dispensáveis. O que permitirá, nas outras, que nos adaptemos o melhor possível.
De facto, o que importa é definir que tipo de adaptações estamos dispostas a fazer. Se elas nos ajudam a ser mais felizes, então, adaptemo-nos. Se, pelo contrário, elas nos tornam infelizes, sejamos cautelosas.
É sobre estas últimas que gostaria de dizer alguma coisa mais.
Ninguém consegue, a menos que seja santo, e esse não é o caso vulgar, levar uma vida inteira a fazer concessões que causem infelicidade. Por mais «amorosamente» que elas se processem...
Sejamos, então, capazes de um exercício contabilístico a nível psicológico, de modo a escolher, dentre as adaptações difíceis, apenas as inevitáveis. Isto pressupõe, é claro, que cada uma de nós se não sinta, pelo facto de ser mulher, especialmente vocacionada para o sacrifício, ou para o sofrimento. Na verdade, nada nela a destina, em especial, para tais situações. Será um mito com muitos defensores, mas que urge, à luz da nossa realidade.
Direi, assim, que devemos limitar as adaptações difíceis apenas às que consideramos inevitáveis, e dentro destas cingirmo-nos às que tenham algumas utilidade.
E depois, empreguemos as energias que nos restam a tentar fazer as adaptações que nos tornem mais autênticas, que satisfaçam melhor as nossas próprias necessidades, que, enfim, nos dêem maior felicidade.
Em breves palavras, saibamos, também, ser um pouco egoístas, não esquecendo que ser infeliz custa pouco, porque, mais ou menos, todos somos. O que custa, verdadeiramente, é ser feliz...

- Helena Sacadura Cabral in "Bocados de Nós" -
E a seguir ao almoço......




Sem comentários.......
Uma semana com Reynaldo Gianecchini

18/04/07

Foto: Emmanuel S.Pollux

Por vezes, apesar das várias escolhas, optamos por ser solitários. Porque sim!
Talvez pela opção que fiz, há dias em que me sinto frágil, exposta, mesmo quando trago vestido aquele que julgo ser o meu mais belo sorriso, que quero todos percebam.
E há momentos de muita coragem, em que me sinto capaz de dizer tudo o que sempre guardei só para mim.
Foram tantas as vezes em que me vim embora carregada de dúvidas, e coberta de tantas outras certezas. As dúvidas diziam respeito a tudo o que ficava para trás, fora do meu alcance. Sempre tive tendência de guardar para mim as dúvidas e qualquer coisa indefinida que existisse cá dentro.
As certezas que trazia comigo - que sempre foram - eram tudo o que deseja não ter.
Tudo o que sempre foi importante para mim, nunca deixou marcas - boas ou más - do outro lado! Não só os momentos físicos, de corpos apertados um no outro, mas sim qualquer outra coisa, um instante apenas, um olhar que tenhamos cruzado, um abraço que tenha sido diferente de todos os outros, um sorriso que até veio no momento certo, um beijo mais apetecido que qualquer outro, ou um segundo que tenha sido transcendente, uma essência que fique no meio entre o meu amor e o outro nada.... sei lá, qualquer coisa do tanto que era importante para mim!! Não ficaram marcas.
Apenas restam os meus inabaláveis afectos...
Um brinde a todos esses afectos!
Por existirem! Por serem verdadeiros! Por resistirem ao nada!
Porque são meus...
Boa noite.
Foto: Sandra Brito

Aceitei que irrompesse pela minha vida,
quando sempre jurei que não deixaria nunca
que nenhum homem irrompesse pela minha vida...

Deixei que acontecesse, farta de saber
o que estava a acontecer...
Fica obviamente ridículo , dito assim,
mas as palavras serão sempre de menos...

Ia quase dizer que lhe dei o meu corpo,
a minha cama, a minha ternura, a minha vontade,
ia dizer isto assim
mas chego sempre à conclusão
que não lhe dei nada,
que nos demos, que nos entregámos num momento
e o que se passa é que se calhar
esse momento, esse pequeno momento,
era de facto verdadeiro enquanto vivia.

Rodrigo Guedes de Carvalho
in "Os pés no arame"
A seguir ao almoço.....
O silêncio no mar, na neve, nas noites com muitas estrelas, quando se consegue estar só e pensar e sentir o Universo, e perder a noção do tempo, do espaço e da individualidade.

O silêncio na Gulbenkian, na semana passada.
Mesmo antes de o maestro ordenar à orquestra o arranque do primeiro andamento da Nona Sinfonia.

O silêncio na parte final de uma negociação, quando se jogou a última cartada e se espera pela resposta da outra parte.

O silêncio nos casinos, pontuado pelo saltitar da bola na roleta, as caras, as mãos, a ansiedade dos jogadores.

O silêncio depois do amor, quando a respiração e a transpiração se acalmam e não é preciso nem possível dizer nem fazer mais nada, porque se quer prolongar o prazer e eternizar o presente.

O silêncio, há dias, em casa do André Gonçalves Pereira, quando os guitarristas pararam, a noite também e a Kátia Guerreiro atacou a parte final do seu fado.

O silêncio duro e impuro, quando as convenções, as inibições, os temores reverenciais e outras desgraças nos cortam a espontaneidade e nos obrigam a engolir a amargura.
O silêncio da saudade, das ausências irreparáveis, do passado que não voltará.

O silêncio da cumplicidade, quando, de um lado para o outro da sala povoada de pessoas sem cara, um olhar, um gesto, um sorriso dizem tudo.

O silêncio, no meu terraço da Marinha, quando escrevo noite fora, rompido, marcado, violado pelo canto inesperado de uma ave nocturna, aqui, numa árvore, mesmo ao pé de mim.

- Francisco Pinto Balsemão in "Um Minuto de Silêncio" -
A semana de Reynaldo Gianecchini

17/04/07

Foto: desconhecido

Uma despedida é sempre algo muito dorido, muito angustiante.
Quando se trata de alguém que nos é particularmente "especial", torna-se mesmo algo que não conseguimos exprimir por palavras. A dor da ausência que já se adivinha, parece nos vai sufocar!
E tentamos ser "fortes", mais do que aquela dor sem limites, escondemos as lágrimas atrás do nosso mais belo sorriso. Tentamos sufocar aquele misto de dor e medo, porque a certeza de não sabemos quando vai - ou até se vai - terminar aquela ausência, causa também medo, porque não dizê-lo?
Tentamos ao limite amordaçar o medo, o nó na garganta, quando aquela porta se fecha entre nós.
Amordaçamos, estrangulamos aquele medo, ou é ele que nos amordaça a nós?
É como se, aos poucos, nos fosse roubando o ar de que precisamos para viver, como se todo aquele ar tivesse ficado do lado de lá da porta que acabou de se fechar.
Quase inconscientemente, lá continuamos o caminho!
Acompanhada pelo medo que me amordaça, e se junta à longa ausência adivinhada e confirmada, que aos poucos me vai também estrangulando a vontade em acreditar que a amizade afinal sobreviveu à tal porta, que um dia se fechou em silêncio....
Foi há quanto tempo??
Eu, já não sei....
Boa noite.
E porque isto não está nada fácil, aqui vai para descontrair...

O Joãozinho chega à escola e diz à professora:
- A minha gatinha teve 4 gatinhos e são todos do Sporting.
A professora fica muito espantada com a saída da criança, mas nada diz.
Passados uns dias o Director vai visitar a escola e a professora como achou muita piada ao miúdo, diz: Joãozinho, diga lá ao Sr. Director o que aconteceu à sua gatinha?
Diz o Joãozinho: - A minha gatinha teve 4 gatinhos, 2 são do Sporting e 2 são do Benfica.
A professora fica intrigada e diz-lhe: - Então não eram todos do Sporting?
Resposta do Joãozinho: - É que dois já abriram os olhos....