02/06/08

Uma vez mais não fui ao Rock In Rio-Lisboa. E não fui por opção. Não quis ir, embora me tenham oferecido convites para o dia que eu quisesse.
Mas a minha filha foi, no primeiro dia, 6ª feira, pois queria participar na festa, ver como era, e claro está, ver Amy Winehouse.
Acompanhei-a até lá, onde já se encontrava um grupo de amigos e lá entraram todos, felizes e contentes. Quando regressei, digamos que não estava muito tranquila, por lá ter deixado a minha filha. Na minha opinião estava gente a mais, embora o recinto seja grande. Volta e meia a minha filha tinha a preocupação de me ligar - quando havia rede no telemóvel - para me tranquilizar e dizer que estava tudo bem.
Pela televisão acompanhei a actuação de Amy Winehouse e fiquei chocada com a degradação daquela rapariga de vinte e quatro anos. Aliás, não entendo como a deixaram subir ao palco naquele estado. Amy apareceu com meia hora de atraso, de copo na mão, completamente alcoolizada, afónica. Pediu desculpas pelo atraso, admitiu que deveria ter cancelado a sua actuação naquela noite, chorou, comeu, bebeu, a certa altura caiu, tentou tocar guitarra mas tiveram o bom senso de lha tirar, notava-se um hematoma no pescoço, tinha a mão direita ligada a pontos de não conseguir pegar no microfone. Enfim, valeram-lhe os seus excelentes músicos que tudo fizeram para que o espectáculo acontecesse.
A certa altura, pensei na minha filha que tanto queria ir ver Amy Winehouse, e no que estaria ela a pensar naquela altura, sobre aquela actuação e do estado em que se encontrava a cantora.
Na verdade, a minha filha já me tinha falado dos problemas de Amy, que ela estava detida, que se droga desde os doze anos, que é alcoólica, mas uma coisa é ela saber tudo isso, outra coisa é ela ver a degradação completa daquela cantora que tanto queria ver, ao vivo e a cores!
Ainda não aprofundei o assunto com ela, talvez logo, durante o jantar falemos da sua experiência de Rock In Rio.