30/09/05

E as «figurinhas» tristes que alguém fez por estas bandas, ontem à noite??
Só visto porque contado nem dá para acreditar!
Ou o senhor é mesmo um grande «lambe-botas»... ou esforça-se bastante.
Isto é só rir!
Baah!!
Desculpem lá, mas esta não me sai da cabeça:

"Só eu sei...porque não fico em casa!"

E porque é que não ficaram? Assim como o Liedson, a ver o jogo pela televisão, e a rir que se farta!!
Que fique registado que não vi o jogo, tenho por hábito só ver grandes clubes a jogar, como o meu Benfica, e futebol de qualidade, como o jogo do Braga ontem. Perderam injustamente!
Aquilo que sei do jogo do Sporting, foi-me transmitido por sportinguistas, que não me pareceram nada satisfeitos. Não sei bem porquê, mas pronto!
Só digo isto, porque na quarta feira passada, no dia a seguir ao Benfica ter perdido com o Manchester, havia por aqui muita gente a «cantar de galo». Uns perderam o "piu" na quarta feira à noite e os outros...ontem!!
Pois...
Quando te toco...
É como se tocasse o céu!!!

29/09/05

Fica-me...
E quando te deixo, fica-me sempre este sabor de algo inacabado. Que foi interrompido!
Fica-me sempre esta vontade de ti, que não acaba. Que nunca serás capaz de esgotar.
Fica-me a vontade desse corpo onde me perco, que descubro devagarinho, que sinto em mim. O sabor da tua pele na minha boca. O cantar da tua voz no meu ouvido. O teu toque no meu corpo.
E tu sorris quando te peço mais!!
Dás-me mais um minuto...
Mais um minuto para te sentir, em que me fixo apenas no teu corpo, e na magia desses instantes, sentada ainda sobre ti! Para lá do tempo, das noites, do desejo, do prazer, da vontade.
Mais um minuto...
O meu amor - tudo o que te quero dar - tem tempo contado!
A minha vontade de ti não tem hora nem tempo marcado, é sempre igual, dia após dia. Apeteces-me hoje, como ontem...como amanhã. Sempre!
Mais um minuto para te amar...
Fica-me sempre esta vontade de ti...
Fica-me sempre esta saudade, esta falta que me fazes e estas lágrimas que teimo, agora, em não deixar cair!!!

Tudo fica... só tu não!
Boa noite Charme.

"Haja o que houver, há-de haver sempre um homem para uma mulher."

- autor desconhecido -

Bem, despois de ler isto fiquei cá a pensar que há por aí alguém que ficou com a minha parte...!
É o tempo que revela o valor das coisas...

- Maran -
Este poema começa por te comparar
com as constelações,
com os seus nomes mágicos
e desenhos precisos,
e depois
um jogo de palavras indica
que sem ti a astronomia
é uma ciência infeliz.

Em seguida, duas metáforas
introduzem o tema da luz
e dos contrastes
petrarquistas que existem
na mulher amada,
no refúgio triste da imaginação.

A segunda estrofe sugere
que a diversidade de seres vivos
prova a existência de Deus.

E a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um
os atributos
que participam da tua natureza
e do espaço criador
do teu silêncio.

Uma hipérbole, finalmente,
diz que me fazes muita falta.

- Pedro Mexia -

28/09/05

Estou a entrar naquela fase de gritar, puxar mesmo os cabelos e até bater o pé...
Sabem com o é??

Exactamente...!!!

E há por aí pessoas com«mau feitio»!!
Tracei uma linha entre o pensar e o sentir...

... nesse espaço, apareceu o teu nome!!!
Amo-te tanto meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mitério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

- Vinicius de Moraes -

27/09/05

Lido algures...

"Pior que a ignorância e o desinteresse, só as palavras:
não sei, nem quero saber!!"
Senhor, tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos.
Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão.
Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes.
Fazei, Senhor, com que eles não saiam politicos também!

- Vinicius de Moraes -
"Se quiseres conhecer uma pessoa, não lhe perguntes o que pensa, mas sim o que ama."

- Santo Agostinho -

Sabes de quem eu gosto Charme?
Bom dia!!

26/09/05

Todos os dias me deito contigo, no pensamento.
Tenho-te no meus sonhos, repletos de ti.
Se a meio da noite desperto, volto-me uma e outra vez, até reencontrar o teu corpo!
Toco-te. Enrosco-me em ti. No teu calor morno.
Quando finalmente adormerço...

Tu voltas para mim!!
"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

- Antoine de Saint-Exupery -

Será por isso que, quando fecho os olhos, só te vejo a ti?
Fim de semana
Sábado, levantei-me relativamente cedo, depois do pequeno almoço e de um café, comecei a fazer as limpezas lá em casa. Passei o dia nesta tarefa. Perto das oito horas ligam-me a convidar para vir jantar a Lisboa. Assim fiz! Passamos umas horas a conversar, sem ser de trabalho.
Domingo, dormi até «tocar com o dedo». Quando acordei, depois de me arranjar e como estava sózinha, não me apeteceu fazer almoço. Onde ir almoçar?
Peguei na chave do carro, na última Visão que ainda não tinha lido, e fui direitinha à Serra da Arrábida. O dia estava lindo, e a vista lá de cima é realmente de tirar a respiração. A certa altura parei o carro e deliciei-me com aquela paisagem. Cá em baixo as praias, a água de um verde transparente, passando pelo verde-esmeralda, até atingir o verde escuro. Ao fundo Tróia e Setúbal. A certa altura, no infinito, o azul do céu misturava-se com os vários tons de verde do Sado. Estive por ali bastante tempo, a observar toda aquela beleza, o pensamento tão longe, como tudo o que a minha vista alcançava!
Por momentos o meu olhar tocou o Portinho da Arrábida e pensei: É ali que vou almoçar! Se bem o pensei, melhor o fiz. Passei pela praia, e ali estive um bocado a ler e a disfrutar daquele sol.
De seguida meti-me de novo no carro, e fui tomar um café e comer uma deliciosa torta de Azeitão.
Regressei a casa, e estive a ver um dvd de George Michael, que me ofereceram no sábado, para terminar aquele dia quase fantástico!
Quase...porque faltava-me algo, ou melhor alguém, que fiz questão de ter sempre comigo em pensamento para me fazer companhia e comigo disfrutar de toda aquela beleza.
E porque me fizeste falta, mandei-te uma sms...sem resposta!!
Mas eu compreendo, porque afinal só lembramos e sentimos falta de quem gostamos!
Bom dia.

23/09/05

O meu amor por ti...

é um monólogo!!!
Um dia qualquer...

Roubo-te os segredos
Dispo-te os silêncios
Procuro-te os desejos

Num dia... qualquer um,

Gosto-te!!!
SURPRESA...
Estava eu por aqui, muito solitaria, e toca o telemóvel.
Um convite para almoçar!
Fomos aqui perto, à beira rio, um restaurante pequeno, agradável, as imperiais fresquinhas e o arroz de polvo uma delícia.
Com quem fui??
Não é só alguém muito especial...é também uma verdadeira tentação!
Um desassossego!!!

Nunca conseguirás sequer imaginar, o prazer que me dão estes almoços contigo!

A tua presença marca. O sabor da tua voz fascina - quando falas de banalidades, ou quando dizes aquelas «coisas» que me deixam corada e com uma vontade louca de ti - o teu olhar despe, as tuas mãos apetecem!
Desejo-te!
Será que estou doida, meu Deus?
Estou sim...por ti!
Tenho-me deitado bastante tarde de há algum tempo a estar parte, porque o trabalho a isso obriga!
Ontem, foi dia de me deitar relativamente cedo. Eram duas da manhã, quando fui fazer companhia às minhas almofadas, que quase não tiveram tempo de me desejar boa noite, pois "apaguei" na hora!
Quando às sete horas o telefone me despertou, pensei cá para mim:
- Ainda ficava por aqui mais uma horinha.
Já aqui estou, para mais uma jornada.
Bom dia!!

22/09/05

HOMENS...
Um homem entra numa biblioteca e pergunta à empregada:
- Pode ajudar-me a encontrar um livro?
- Diga-me o título, se faz favor.
- "HOMENS - O SEXO FORTE"
- A Ficção Cientifica é no piso abaixo, Senhor!!!

Amizade
"A verdadeira amizade é como a fosforecência: nota-se melhor quando tudo fica às escuras!"
- Tagore -

"A viagem mais importante que podemos fazer na vida é encontrar pessoas pelo caminho...!"
- Autor desconhecido -

Eu tenho o privilégio de ter encontrado ao longo da minha vida, pessoas fantásticas.
Uma delas, faz hoje anos.

Tchim!Tchim!
Parabéns Miúda!
Que a tua vida seja repleta de bons momentos, saúde, felicidade, e muitos amigos! Tu mereces!
Que nunca nada, nem ninguém te falte!!!

21/09/05

Está na horinha de ir para casa.
Mas antes tenho que ir comprar um presente de aniversário.
Esta parte está a ser complicada, porque ainda não sei o que vou comprar para oferecer à minha amiga. Um livro? Um perfume? Um cd?
Bem, tenho mesmo que resolver este assunto.
Então...até amanhã!
Recebido por email

"Animado com a candidatura de Mário Soares à Presidência da República, Eusébio volta à na Selecção Nacional...!"

- Autor desconhecido -

20/09/05

Não sou leitora de horóscopo, nem ligo "patavina" à Astrologia. A minha vida não se rege minimamente por aí!
Hoje uma colega estava a ler o seu horóscopo semanal - porque há o diário, o semanal e o mensal - portanto uma informação a longo prazo, como tal ninguém pode dizer que eles (os astros) não nos avisaram, e perguntei-lhe o que dizia o «Capricórnio» o melhor signo do Zodiaco. Digo eu!
Pois bem, aqui vai:
- A minha semana vai ser fantástica em termos de saúde, negócios e dinheiros. (Boa!)
Vida sentimental - a semana vai ser propicia ao amor. Tente disponibilizar mais tempo à sua cara-metade!
Ora bem! Cara-metade - Não tenho!
O tempo que tenho disponivel - a pessoa com quem eu não me importaria mesmo nada de o passar...não quer!!!
Pronto, nada há a fazer. Resta-me esperar pela próxima semana para saber o que os Astros me reservam.
Isto não está fácil! Nada fácil!!!
Coincidências?

Ano 1981

1. Príncipe Carlos casou
2. O Liverpool foi campeão europeu
3. O Papa morreu

Ano 2005

1. Príncipe Carlos casou (outra vez...)
2. Liverpool foi campeão europeu (outra vez...)
3. O Papa morreu.

Já sabem...
se o Príncipe Carlos quiser casar outra vez e o Liverpool estiver na final da Liga dos Campeões...

...AVISEM O PAPA!!!
Ontem eu avisei.

O que é Nacional...é bom!!

Bom dia.

19/09/05

Ninguém merece!
Ver...e não poder mexer!!!

Apetecia-me fazer-te tantas maldades(?)...
Não, não «matei» as saudades todas que tenho de ti...
mas foi tão bom ver-te!
Estas lindo! Apetitoso! Ainda com mais charme! (será possível ainda mais?)
Quando as tuas ausências se tornam demasiado dolorosas, procuro ameniza-las, buscando-te na memória, nas lembranças de ti.
Cada recordação tua é como uma prega, um vinco de saudade!!!

16/09/05

Acerca do debate para as Autarquicas 2005 à C.M. de Lisboa, ontem na SIC Noticias, entre Carmona Rodrigues e Manuel M. Carrilho, já muito se falou e escreveu.
Em Junho escrevi aqui um post "Vicios - Um Homem Sem Qualidades - sobre parte de um artigo do Jornal «Público» de 14 de Novembro 1999, escrito por António Barreto, acerca de Manuel Maria Carrilho. A fama do senhor já vem de longe! O debate de ontem veio confirmar quem é este canditato à Câmara Municipal de Lisboa. Se alguém ainda tinha dúvidas, penso que ontem tudo ficou muito bem esclarecido.
Do muito que hoje já li sobre o debate, quero aqui fazer referência ao Blogue "Berra-Boi" e a dois dos seus posts, que muito bem retratam Carrilho.
"Bicha
Dificilmente terá passado pela política portuguesa um sujeito com tanta falta de inteireza de carácter, educação, civilidade, cortesia, polidez, urbanidade, sociabilidade e seriedade como Manuel Maria Carrilho. Nem chega a ser matéria de subjectividade. O seu desempenho em todos os debates - sublinho todos - realizados pela SIC Noticias sobrelevaram este somatório de atributos, ou falta deles. O mais extraordinário é a falta de inteligência do candidato a presidente da Câmara de Lisboa. Já não me refiro aos disparates regulares de "uma praça em cada bairro" ou dos "vereadores por distrito". Refiro-me tão-somente ao facto de ser incapaz de disfarçar a sua genuinidade."
"Filho...
O Jornal Público conta a história na sua página on-line. Quando terminou o debate entre Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho, o primeiro, depois de ter sido insultado, destratado e achincalhado durante uma hora e tal teve a delicadeza de se levantar e cumprimentar o seu adversário. O presunçoso Maria recusou o aperto de mão. Carmona ainda desabafou que Maria era um ordinário. Para mim é claro...da puta!"
Acho que está tudo dito nestes dois posts. E em poucas palavras!
A vida , ou o destino, encarrega-se de escrever a história de cada um de nós.
Se me fosse possível reescrever a minha história contigo - digo minha, não nossa - não sei o que mudaria, nem se mudaria algo. Ontem após uma troca de sms contigo, dei comigo a pensar nesta possibilidade.
Gosto-te, como és!
Essa tua forma simples, tranquila - por vezes com uma pitada de frieza até - esse teu sentido de humor, a conversa serena, o teu mundo de cultura, e aqui a parte que mais admiro é a "secção" de música. Quando ouves algo de que gostas muito, vibras e vives aquela música, consegues mesmo transmitir isso a quem está ao teu lado. Eu sou testemunha disso! Como tens esse ar calmo foi uma surpresa para mim descobrir essa tua faceta - já não falando da parte de cozinha - porque sempre achei que eras aquele tipo de homem que nunca entrou numa cozinha. Surpresa das surpresas, fazes umas comidinhas deliciosas! Fiquei curiosa sobre aquela omelete (ou eram ovos mexidos?) com açúcar amarelo, canela, e mais qualquer coisa de que não me lembro.
Há outras facetas tuas, de que não vou falar aqui - vou guardar para mim - que me foste revelando, das quais... gosto muito (acho melhor resumir nestas duas palavras)!
Gosto de ti como és, embora por vezes te diga que te falta um coração e que no lugar dele tens uma pedra de gelo, eu sei que não é verdade. Não foi há muito tempo que o ouvi bater no teu peito! Lembraste que te disse: Afinal é verdade, tens coração e está a bater!
A tua única faceta que não conheço - nem nunca conhecerei - é de como será esse homem perante uma mulher de quem goste de verdade. Tenho uma ténue ideia de como poderás ser, mas daí a ser a realidade...
E era aqui que eu mudaria a minha história contigo. Um dos capitulos seria dedicado a ter a possibilidade de um só dia, para saber como és quando gostas de verdade! Pediria um só dia!
Não é possivél! Eu sei!
Se a vida me permitisse reescrever a minha hirtória contigo, esse seria o "Capitulo em Branco".
Ontem disse-te: quero-te como és para mim. Sem artificios. Sem favores. Sem obrigações.
És como és e foi assim que aprendi a gostar de ti. A admirar-te. A querer-te. A desejar-te.
No fundo penso: será esse "coração gelado" que me fascina??
Bom dia Charme. Por onde andas?

15/09/05

Lido algures por aí...

"Acho que, no caso de Soares, o PS foi longe demais na intensão do aumento da idade da reforma..."

Não sei quem escreveu ou disse isto, só sei que está lindo!!!
Hoje não houve almoço. Foi mesmo comer a correr. Portanto foi uma «coisinha ligeira» e sem vinho nem Ponte D'Amarante.
E falando em vinho, a minha preferência vai - sem dúvidas nenhumas - para os tintos Alentejanos, região de Setúbal e Palmela.
Este ano fui às festas de Palmela. Ou melhor - quem fála verdade não merece castigo - fui à Feira de Vinhos de Palmela. Cada um era melhor que o outro! E só nas provas...foi complicado! Acabei por optar por dois tintos: "Personalizado Palmela" DOC 2000 e "Quinta da Mimosa" Casa Ermelinda Freitas, e este não me lembro do ano, mas salvo erro é de 2002. Qualquer deles, depois de abertos durante uma horinha, são de beber e chorar por mais.
Tenho em casa uma caixa de "Quinta da Mimosa" que não é meu...demora-te muito e depois diz que encontraste as garrafas vazias!!!
Olha que o dito vinho se deixa beber muito bem...
Se há palavras que nos aquecem
Há sms que nos deixam...a ferver!!!

Bom dia.

14/09/05

Desilusão
Pois é, estavamos a tomar um café e vejo ao longe um senhor que se dirigia para este mesmo local.
Pensei cá para mim: O que é aquilo que ali vem?
Quando aquilo entrou a porta da recepção...meu Deus, que desilusão!
Disse para a «chefe»:
Miúda, neste caso aplica-se aquela máxima,
Ao longe parece bom...
Mas está longe de ser bom!!!
Irra!
Esta facilidade de comprar pela internet é realmente fantástica.
Pois é, dentro de vinte e quatro horas tenho o Peter Cincotti na mão!
Está bem, só o CD...mas é pena porque ele até é giro e canta que é uma delicia.
Já me estou a ver, sentadita a ler um livro na companhia do senhor!!!
No blogue do meu amigo, uma foto lindissima da Bretanha. Transmite paz e tranquilidade!
Na legenda diz assim: acompanhar com"Some Kind Of Wonderful" de Peter Cincotti.
Pois bem , de imediato fui fazer uma «visita» à página de Peter Cincotti e tenho estado deliciada, desde as onze da manhã a ouvir o senhor cantar...para mim!
Segundo informação que recebi, na Fnac, a semana passada havia o seu último cd. Tenho que passar por lá em breve, até porque há vários meses que procuro o dito cd "On The Moon".
Espero ter sorte, porque ando em maré de azar...!
Há dias em que me sinto rejeitada por mim mesma!
Há gestos...
Há palavras...

Que nos aquecem!!!

13/09/05

Há braços abertos que nos esperam para um abraço apertado.
Quando queremos eles estão lá e pacientemente, aguardam para se fecharem ao nosso redor.
Por vezes nem nos lembramos daquele abraço. Não é necessário, ele está ali. Sempre ali.
O pior é quando esses braços abertos se cansam de esperar...
E exaustos, deixam-se cair, ao longo do corpo!!!

Até amanhã.
Hoje foi dia...
de cozido à portuguesa!!!
A esta altura é mesmo o que apetece, comidinhas leves.
Fui covidada para almoçar. Não aceitei!
Estou convidada para jantar, no Estoril. Não vou aceitar. Não me apetece ir para aquelas bandas. Até porque o meu carro perdeu a «quinta»! Vai servindo de desculpa...afinal não é tão mau assim o carrito só ter até à quarta...!
Boa!!!

12/09/05

Dia de Azar
Mais um dia que está a chegar ao fim.
E de repente dou comigo - antes de me meter a caminho de casa - a analisar este dia que na verdade não correu nada bem logo que acordei.
O primeiro azar: quando fui pôr a mola no cabelo a mesma partiu-se. Fiquei sem mola!!
Segundo azar, e este foi muito grave, fui beber um copo de leite (é sempre o meu pequeno almoço, só leite) num copo que é do meu pequenino - estava ali mesmo à mão - com um lindo emblema do Benfica e...exactamente parti o dito do copo! Nem sei como lhe vou dar a triste noticia quando ele regressar a casa! O Benfica anda mesmo com azar!!
Entretanto, à hora do almoço fui às oficinas da Renault, porque...a minha Laguna perdeu a quinta velocidade! Incrivél não é? O senhor da oficina até me disse: minha senhora isso é coisa que não se perde!
Ando a fazer oitenta e cinco quilometros diariamente em quarta.
E como é o meu dia de sorte, os senhores da Renault disseram para lá ir deixar o carro dia 27 deste mês. Também já falta pouco, são só mais 15 dias...em quarta!!!
O quarto azar? Isso já não é azar...é mesmo habitual no meu dia-a-dia.
Agora vou ver se encontro um copo do Benfica para substituir o outro.
Até amanhã.
Fez ontem quatro anos que aconteceu o ataque às torres gémeas nos EUA.
Foi algo que nos marcou de tal forma que em conversa com alguns colegas, e volvidos estes quatro anos, todos sem excepção se lembram onde estavam no momento em que tudo aconteceu e as televisões transmitiram aquele horror.
Eu estava a caminho do aeroporto quando me telefonaram a contar o que estava a acontecer.
O caos estava instalado no aeroporto de Lisboa. Havia pessoas a chorar, outras ao telefone, outras corriam nem sei bem para onde.

Há dias para esquecer...porque são dias para lembrar!!!
E a resposta não se fez esperar. Diz assim:

"Miúda:
O leão também ri de papo-para-ar quando tu escreves posts assim.
És uma querida. Bjos."

O que vale, meu lindo, é que a nossa amizade está muito acima de Águias e Leões!!!
É por isto que gosto tanto de ti.
Um amigo meu que é sportinguista - tinhas que ter um defeito miúdo giro - publicou no seu blogue umas fotos de leões, por causa da vitória do Sporting (2) / Benfica (1). Mas a coisa não foi fácil como vocês estavam à espera...!
Pois bem, esses felinos que estão nas fotos já os vi ao vivo e a cores no seu habitat natural, - privilégio de alguns - e até vi alguns assim, de barriguinha para o ar, porque estavam satisfeitos, tinham acabado de comer e não tinha sido uma águia!!
E quando eles estão assim (a rir como dizes no teu post) por vezes são apanhados... as águias não, temos mesmo que ter asas para chegar até elas...!
...
("Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um...")

- Eugénio de Andrade -

E os dias arrastam-se (re)partidos entre ausências e (in)certezas...!

09/09/05

Por hoje já está!
Antes de ir embora, quero aqui deixar um beijo para um miúdo, que é um doce e por quem tenho um carinho especial. (Já li o teu mail. Adorei.)

E fica aqui outro beijo grande, para um miúdo charmoso, por quem tenho um amor imenso!!!

Bom fim-de-semana.
FUI!!!
Amor em estado alfa

Imagino-te a dormir. Os lençóis que te protegiam na infância não me deixam entrar na tua vida. Invejo o que leste e que repousa agora também contigo. Ao teu lado e dentro de ti.

De noite as tuas horas são lacónicas. Os sonhos vão-te ilustrando o sorriso involuntário e acabam pela manhã, quando os meus começam.

Boas noites a ver-te entregue ao sono que me roubaste.

- João E.A. -
Durante toda esta semana, eu a a minha amiga depois de sairmos daqui, vamos trabalhar mais um pouquinho para o escritório dela. Quando digo um "pouquinho" pode significar até às três da manhã. Tem dias!
Fazemos sempre um pequeno intervalo para jantar e conversar. Ela tem andado numa felicidade que só visto! Quando fála os seus olhos brilham e o sorriso não deixa margem para dúvidas. Tem uma necessidade absoluta de mostrar isso e de me falar sobre a sua vida sentimental.
Ontem dizia-lhe: Está mesmo tudo bem contigo, verdade amiga?
Ao que ela respondeu: Está tão bem que até tenho medo de falar no assunto. Mas ao mesmo tempo preciso de falar com alguém sabes?
A certa altura ela fez-me uma pergunta, e já não é a primeira vez, por sinal.
- E tu miúda, continuas sem ter nada para me contar sobre ti? Como está a tua vida? Não há ninguém à vista? Olha que há uma frase, que diz assim: "Se ainda não encontraste a pessoa certa...diverte-te com a errada!" Acho que não tens prestado muita atenção ao que se passa à tua volta...
Apenas sorri para ela e respondi: Não é bem assim amiga! Não sou capaz de ter...só por ter, percebes? Ainda não apareceu "aquela" pessoa, é isso!
Apeteceu-me pegar no telemovel, abrir uma imagem que lá tenho e dizer: existe alguém sim! Está aqui a paixão da minha vida! Já viste "esta coisa mais linda" que eu adoro?
As ironias do destino!
As «partidas» que ele nos prega... verdade Charme??
Hoje quando acordei, a rotina diária, a primeira coisa que fiz foi enviar-te um beijo de bom dia em pensamento. Procurei a mola do cabelo na mesa de cabeceira e depois fui abrir a janela do meu quarto e olhei para Tróia. Lá estava um imenso espaço vazio. O Sado tranquilo e meio cinzento.
Quando desci no elevador para a garagem, dois visinhos comentavam ainda o «acontecimento do ano» para aquelas bandas. A implosão das duas torres. Um deles dizia que foi mais cedo para casa, para ver o espectáculo de um dos terraços no décimo quarto andar do prédio.
Pensei cá para mim: Será que deram tolerância de ponto ontem à tarde aqui em Setúbal?
O acontecimento até que justificava. Foi noticia de primeira página, as televisões em directo e a presença do primeiro ministro para carregar no botão.
Enfim! Portugal no seu melhor...!!!

08/09/05

Da minha casa avisto o rio Sado e Tróia. Estão ali, mesmo à frente!
Amanhã, quando abrir a janela do meu quarto, ou chegar à sala e olhar Tróia, a vista já será diferente.
Faltam duas torres, que me habituei a ver diariamente, há já uns anitos!!
Espero que seja o inicio de um futuro promissor para aquela peninsula tão bonita e que tem estado tão mal aproveitada. Ao abandono praticamente.
Mas também tenho a certeza de que não será para todos! Muito menos para quem vive em Setúbal! Até aqui Tróia era um pouquinho nossa!
Daqui em diante será de Belmiro de Azevedo e de quem tiver dinheiro...
Boa noite.
No meu post anterior, publiquei um artigo que saiu num jornal de Moçambique - não sei qual - há muitos anos atrás, escrito por Maria do Carmo Abecassis, a sua homenagem a um dos pioneiros de Moçambique, que viveu sempre no Gurué, uma vila pequenina e linda, com muito verde, na provincia da Zambézia. Foi ele, como diz o artigo, que com a ajuda de dois amigos, quando chegaram a estas terras onde nada havia, fizeram uma plantação de chá, a "Chá Moçambique". Esta foi a primeira de outras que se seguiram.
Conheci estes três Senhores, dois dos quais estão sepultados no Gurué, o outro José Duarte, veio a falecer cá em Lisboa, já depois do 25 de Abril. Este era o meu terceiro avô. Era uma presença diaria em nossa casa. Todos os dias o Zé Duarte tinha o seu lugar na nossa mesa. Todos os dias!
Nestas minhas férias, passei um dia com o filho único do Senhor de que se fála no meu post anterior. O herdeiro da "Chá Moçambique". Peguei no recorde de jornal e juntos lemos, pela centesima(?) vez aquele artigo, dedicado ao seu pai. E recordamos aquela casa onde brincamos, os seus jardins onde corremos, o mato por onde nos aventuravamos e de onde regressávamos com as pernas e braços cortados pelo capim elefante. Era um capim muito alto, com folhas esguias, que tinham uma serrilha fina nas bordas, e que cortava quando passávamos por ele a correr. Sentavamo-nos nas escadas à entrada da casa, e então vinha o "Arno" o seu cão pastor alemão, lamber-nos as pernas. Diziam que fazia curar mais depressa os cortes.
Um dia tiveram que cortar um dos eucaliptos que rodeavam a casa. Os cálculos foram mal feitos e...pois é, o dito caiu mesmo em cima da casa, apanhando o seu quarto e parte do salão, o tal que tinha aquela janela imensa, com vista para o vale de um verde incomparavel!
Recordamos as montarias a cavalo, o rio de águas transparentes, onde tomavamos banho completamente vestidos e depois a roupa secava no corpo no regresso a casa. Nunca ficavamos doentes. Nada de constipações!
A certa altura diz-me ele:
- Tudo lá ficou. Até os meus pais! Quero lá voltar - um dia - para lhes deixar uma flôr. E tu continuas refilona e bonita, como naquele tempo. Lembraste que eu dizia à tua mãe que de tanto que me aborrecias, eu havia de casar contigo para depois te bater!
Lembro-me perfeitamente de ele dizer isto à minha mãe!
- E tu miudo, continuas a dar aquelas gargalhadas que se ouviam na casa toda. Só a côr do teu cabelo está um pouquinho diferente...! Foi o tempo. As saudades. A vida!
Ontem, voltei a abrir a minha «caixinha das saudades» e no meio de fotos, papeis e recortes de jornal, lá estava aquele que dizia "Novas Coisas de Sempre".
Sobre uma familia que fica na História de Moçambique. E que ajudou a fazer daquele País algo grande e ainda mais bonito.
A última vez que brinquei naquela casa foi... ontem, quando de novo li este pedaço de papel!
Ainda oiço as nossas gargalhadas a ecoar naquele vale de um verde único!!!
NOVAS COISAS DE SEMPRE
Os países, para além dos padrões lançados às margens recém-descobertas, dos acordos e contratos entre governantes e das linhas teóricas traçadas na tortuosidade dos mapas, são essencialmente no começo a obra de um punhado de homens que consumaram a posse pela coragem e força de vontade na luta contra o desconhecido. Temos os bandeirantes no Brasil, os pesquísadores do ouro e os conquistadores do «Far-West» americano, os Boers na África do Sul, os pioneiros que em todo o mundo se lançaram à descoberta e reconquista de terras já suas, selvagens, incultas e inóspitas, metendo ombros à árdua tarefa de concretizar e selar a posse, na busca de promessas de riqueza e fecundidade.
Cada grão de terra, uma gota de suor e um acto de fé.
Moçambique teve os seus pioneiros e desbravadores, homens cuja história é quase totalmente ignorada. Eu tive a sorte de conhecer um desses homens (os outros que me perdoem).
Foi no Gurué. Prefiro Gurué a Vila Junqueiro. Gurué, um nome que canta, como as suas quedas de água na rocha bruta da montanha.
Uma casa de terra batida, sem alicerces nem infra-estruturas mas com uma inesperada grandiosidade, construida pela força de vontade na ausência de quaisquer ajudas ou conselhos técnicos, predestinada a cair mas milagrosa e orgulhosamente de pé, ao fim de cinquenta anos de existência. Rodeada de velhíssimos eucaliptos e carvalhos que parecem sentinelas adormecidas no tempo. Pousada a centenas de metros de altura e virada para o vale que se perde em verde na distância. Como que erguida na calma certeza do raiar do sol em cada manhã.
Para trás, contra a serra, as capoeiras, as flores e os pássaros. E um criado...rendeiro. Um negro grande e sólido, já não muito novo, sentado num banco baixo, à sombra das árvores e na chilreada dos pássaros, a fazer croché. A renda que se desenrolou ao longo dos anos, para o bragal da casa, o enxoval do casamento, o berço dos filhos, a expectativa dos netos. (Este flagrante contraste com os nossos ridiculos preconceitos machistas ocidentais, sobretudo latinos, fez-me sorrir). Um homem a fazer renda. Não me pareceu menos homem por isso.
Nos primeiros momentos de entrada na sala, vasta e com um pé direito alto, de encontro à tristeza de um luto recente, a morte da dona da casa, fez-se um silêncio embaraçado, um grupo de gente nova e um homem envelhecido pela doença e pelo desgosto.
Fui ter com ele à janela, aquela indescritivel janela aberta sobre as mil pinceladas de verde dos jardins suspensos do chá, o verde-claro em que os rebentos cresciam, o verde-escuro onde as folhas tenras já tinham sido colhidas, os grupos de trabablhadores com os tipicos cestos às costas, estátuas belas e seminuas de cobre reluzente de suor no reflectir do sol que já descia no horizonte, as nuvens vestidas de arco-íris, sinfonia vibrante de cores, do rosa ao cor de fogo, do branco de neve ao amarelo ouro, no fundo turquesa daquele céu africano. Africano?...As montanhas abruptas e erguidas em volta lembravam alpes suíços ali colocados por engano, em terras de África. E todo esse mar de verde aos nossos pés, cortado por longas e assimétricas filas de acácias menstruadas, no sangue vermelho-vivo da sua plena floração.
E com este pano de fundo, ele falou. Com a maior simplicidade contou como ele e dois amigos tinham arrancado cada palmo de terra à caça grossa e ao capim para plantar o chá até onde o clima de altitude o permitira. Longos anos de esforço. Trabalho duro e sem descanso. O fruto de uma vida. Onde o amor àquela terra crescera e criara raízes em cada pé de chá que fora, um a um, plantado com aquelas mesmas mãos que eu via à minha frente estremecendo de emoção na memória tão recente do passado. A ída à sua aldeia perdida em Trás-os-Montes para casar com a noiva predestinada. O amor que os unira, os filhos que nasceram e morreram dos quais apenas um sobreviveu, as alegrias e os fracassos de uma luta sem tréguas. Mas uma luta compensadora, com frutos à vista. A morte da mulher-pioneira, companheira fiel e constante de uma obra começada. E espalhados pelas serranias, como tive ocasião de ver, os vários familiares, chamados pouco a pouco para o ajudarem, os mesmos olhos azuis, a mesma hospitalidade simples do pão acabado de cozer e do queijo caseiro postos em cima da mesa, no mesmo sorriso confiante de quem sabe o que quer e o que está a fazer. De quem sabe que está a construir o futuro com as mãos , um futuro que está ganho se depender exclusivamente da abnegação, coragem, desprendimento e trabalho incessante, espírito de sacrifício nascido no intrínseco amor à terra, o mais velho e nobre sentimento humano.
Que esta seja a minha homenagem póstuma a um Homem, com letra maiúscula, um dos fundadores do Moçambique de hoje.
Grande na sua humildade, porque só as almas grandes sabem verdadeiramente ser humildes.

- Á memória de Américo Colaço Felizardo por Maria do Carmo Abecassis -
Hoje eramos só quatro ao almoço.
Começamos por um bacalhau à lagareiro com batatinhas a murro.
Seguiu-se um pernil, com salada.
Para acompanhar aquele fantástico vinho tinto.
A fechar o repasto, cafézinho!
Sem Ponte D'Amarante.

Fizeste falta!!!

07/09/05

"O homem não morre quando deixa de viver,
mas sim quando deixa de amar..."

- autor desconhecido -

Eu estou viva!!!
Até amanhã.

Assim que entramos aqui no serviço diz o nosso colega:
- Miúdas, não se esqueceram em hoje temos um petisco em Chelas certo?
- Ah! É verdade. Portanto já temos almocinho.
Bom dia!!!

06/09/05

Hoje apetecia-me muito dizer-te alguma coisa especial.
Não sei bem o quê, mas é quase uma necessidade. Mas não consegui escrever uma única linha! Nada! E olha que tentei Charme. Como tentei!
Lembrei-me de um post que te escrevi, logo no início do meu blogue, quando tu ainda nem sonhavas que eu tinha um, e muito menos que eram para ti as minhas palavras. Fui então lê-lo de novo. Andei dois anos para trás e senti toda a emoção, todos os sentimentos que coloquei no meu primeiro post para ti. A vontade que tive de te dizer: "Lê isto, é para ti!" Mas não podia e então,


ESCREVI-TE...
Fecho os olhos, e revejo os lugares onde tu estavas.
Fecho os olhos, penso em ti, e é como se me paralisasse uma pergunta, fluindo docemente dos teus lábios.
Fecho os olhos, e já não sou eu, mas tu, quem sobrevem.
Fecho os olhos sobre ti.
Há então um voar de aves altivas, daquelas que anunciam estações e marcam a contagem do tempo, a lembrar que não estás aqui.
Como se fosse fácil.
Como se fosse fácil, Setembro, Outubro, meses pedalados com palavras diligentes, perdidas e omissas.
Como se fosse fácil engolir a ausência e andar mais depressa, enganar a própria incapacidade de enganar, como se no verão fosse mais fácil existir.
Fui longe, fui perto, e não basta agora dizer que tu estavas onde eu estava.
Na paisagem suave do fim de tarde sobre o mar. Na travessia do rio. Na estrada extenuante. Na cama onde me deitei!
Falei contigo sobre o desespero da tua ausência. E podia dar-te a mão e começar, sem medo, o caminho de regresso.
Foste a flor amarela que meti no bolso.
Mas foste também, o silêncio da noite que me apanhou de surpresa, ao abrir uma janela. É Outubro.
Os frutos maduros de ser quase inverno, de ser Outubro, aperto-os como se as tuas mãos tivessem viajado com eles até aqui.
Fecho os olhos e penso em ti.
Não basta confundir-te com a minha maneira de estar só, pois voaste comigo a intensidade que pus em cada gesto. Aí paraste, porque a manhã já vinha branca, a desenganar a tortuosa aventura de ser só. Foste comigo onde eu não julgava poder-se ir.
Foste comigo sem perguntas, porque eu não sabia responder ao teu sorriso leve.
Troquei as voltas ao espaço e estiveste, de facto, onde eu estava!
Então, subtraindo o que tu és, porque a vontade não chega para fazer coincidir a realidade com a presença maligna da distância, voltei ao lugar de origem, fechei os olhos...e escrevi-te!

Charme, isto foi escrito para ti em Outubro de 2003. Ainda tenho tanto para te dizer...melhor, para escrever sobre ti. Para ti!

Até amanhã.

Recebi alguns mails acerca do meu post do passado dia um.
Achei piada a um que dizia assim:

"Depois do que tenho lido sobre esse homem a que dá o nome de «Charme», só quero fazer uma pergunta: por acaso ele tem um clone?"

Já respondi a dizer que não. Não tem clone! Quando foi feito deitaram a "forma" fora. É único e com muita pena minha...!!
Como tal tem que ser bem guardado. Concordas Charme?
Quando regressámos do almoço, vinhamos a comentar a publicidade às Autárquicas que inundou Lisboa. Não há uma que se aproveite.
Nem de propósito até almoçamos com um senhor que se está a candidatar a uma Câmara Municipal, mas agora também não vou dizer qual é.
A que nos fez rir de verdade foi a de Carmona Rodrigues, "Dar a cara por Lisboa"!
Valha-nos Deus, ainda se fosse o Brad Pitt ou o George Clooney...
Mas pronto, cada um dá o que tem...!!!
HOJE
Parece que fui atropelada por um comboio.
Dói-me tudo!!!

05/09/05

Fez ontem - dia 4 de Setembro - vinte e nove anos que cheguei a Portugal.
A última imagem que guardo de Moçambique, é de antes de entrar no avião, ter olhado para a varanda do aeroporto de Lourenço Marques, e ver a minha mãe a chorar. Muito! A mãe tinha então trinta e cinco anos. Quando se separou das três filhas.
Eu era ainda uma menina, que trazia pela mão uma criança, a minha irmã mais nova.
Cheguei cheia de curiosidade em conhecer Portugal, cheia de sonhos, e cheia de medo do desconhecido e de como seria a vida dali em diante.
E pior que tudo isto...sem passagem de volta para Moçambique!!

02/09/05

Afinal ainda estou por aqui.
Antes de clicar no "shut down" para desligar esta máquina, resolvi passar pelo meu hotmail.
Lá estava o primeiro mail acerca do meu post de ontem.

E diz assim:
"O gajo para quem escreves tudo isto, tem muita sorte.
A mim nunca ninguém disse nada disto, nem parecido.
Já tu que escreves, parece que não tens a mesma sorte que ele. Certo ou errado?"

Charme, acho que o "gajo" és tu!!!
Até amanhã.
O meu gostar emocional de ti é tão grande como o gostar físico.
Não consigo separá-los! Um não sobrevive sem o outro.
Afinal estão juntos, na mesma pessoa!
Amo o teu corpo, da mesma forma que te amo a ti. (Deus meu, acho que nunca tinha dito isto a ninguém!)
Com a mesma força! A mesma intensidade!
Talvez por isso, te quero pedir, que quando me lembrares - por qualquer motivo - não vejas em mim só a mulher que te dá prazer e te deseja! Vê também aquela que gosta muito de ti!

Agora vou para casa. Já é tarde e ainda por aqui estou!
Boa noite Charme!

01/09/05

Acabei de chegar ao serviço, depois de um óptimo almoço, com uma deliciosa companhia, e recebo um mms que dizia «lembrete»...!
Respirei fundo! Engoli em "seco" e fiquei bloqueada a olhar aquela imagem!
Não restam dúvidas! Foste feito para me dares a volta à cabeça e me deixares assim - como me sinto agora. Já não te tenho só na memória, tenho-te também na curta distância do clicar de uma tecla.
Não são só os meus olhos que conhecem bem esse corpo - mesmo quando os fecho - tenho gravada na ponta dos meus dedos a textura macia da tua pele, eles conhecem cada recanto, cada sinal desse corpo.
Conheço o desejo infinito que me passas, na respiração ofegante e quente da proximidade de ti, o tremor que sinto quando oiço a tua voz e as palavras certas, sussurradas ao ouvido no momento exacto. Tu sabes sempre quando as dizer! E sabes o efeito que em mim provocam...!
Conheço o silêncio que antecede as dentadinhas que doem e se perdem numa mistura de desejo e prazer.
Conheço a urgência das mãos irrequietas, que procuram o calor do corpo, mais veloses que as próprias palavras. Mãos que agarram com violência, que apertam, numa busca incessante, e o entrelaçar das pernas à tua volta, na vontade de te prender, o balançar do corpo como se fosse embalada por música orquestrada por ti.
O reencontrar da tua boca, o silêncio que se escuta, na espera do que virá...
E então abrandas, o teu corpo pára de se movimentar, para prolongar o prazer final. Os teus dedos perdem-se no meu cabelo.
O desejo torna-se cada vez maior, é urgência agora, e o teu corpo movimenta-se lento, compassado, ao som dessa música inventada, e eu acompanho-te nesse ritmo, com vontade de me entranhar na tua pele, nos teus aromas e sabores, de fazer parte de ti, de ser o mais belo momento da tua vida. A verdade que já não quero esconder, que não digo por palavras, adivinha-se quando fixo o teu olhar, no estremecer do corpo, e num beijo que quer roubar-te a alma!
Não preciso de mais nada! Preciso só de sentir de novo as tuas mãos, o calor da tua pele, as palavras certas, o teu beijo molhado. Tenho-te comigo, ali, completo! Vejo-te e sinto-te! Toco-te! Preciso só do movimento do teu corpo - que já não é só teu, mas nosso - dentro de mim, onde me perco, onde te encontro!
Preciso só de saber, que na angústia de cada partida tua, em cada espera de ti, quando a ausência dói e o meu corpo te precisa, preciso só de saber que voltarás sempre...mesmo tendo a certeza de que nunca ficarás!!!
E quero que saibas também, que nas minhas mãos ainda tenho o teu cheiro e o teu sabor!
De ontem...!!!