13/04/04

Tudo começou com uma troca de olhares. Duas mãos que se tocam ao segurar uma porta. E por fim o pedido de um beijo, um beijo "especial", dizias tu. Aconteceu esse beijo, foi especial porque foi teu.
Hoje penso que a primeira noite que saimos juntos foi imaginação minha.
Um jantar rápido e dei comigo num quarto de hotel, encostada a esse corpo. Como desejei aquele momento. Como desejava tocar esse corpo, senti-lo colado ao meu, sentir as tuas mãos perdidas em mim. As roupas foram atiradas para um canto qualquer daquele quarto.
A tua voz rouca dizia-me que não era um sonho, mas sim uma doce realidade. Tu estavas ali. Comigo. Toda eu te queria. Fechei os olhos para que não visses todo o desejo que crescia em mim e me fazia morder o lábio para calar os gemidos de prazer que me fazias sentir.
Seguiram-se outras noites. Sempre o mesmo bailar de dois corpos que se vão conhecendo e reconhecendo. O meu mundo, naqueles momentos, resumia-se áquela cama contra a qual o teu corpo me esmagava, apertava. O teu cheiro, a tua voz, as caricias que as tuas mãos inventaram, os meus gritos de prazer a pedir sempre mais, enquanto que com um movimento de ancas te dava todo o meu prazer, num gemido, num espasmo, num orgasmo que não queria terminasse nunca...
Não te inventei. Não és fruto da minha imaginação.
Tudo isto existiu sim, porque eu tive nas mãos o cheiro do nosso prazer...
Eu, ainda te quero, ainda te desejo, como sempre.
Como quando andavas por este corredor!