10/10/06

Eutanásia

O dicionário diz assim:
- Procedimento que antecipa a morte de um doente incurável, para lhe evitar o prolongamento do sofrimento e da dor.
- Morte sem dor
- Doutrina que defende tal procedimento.

Ontem, a seguir às notícias, a SIC transmitiu uma entrevista a uma senhora, doente com cancro, há já uns anos. Fiquei impressionada com a serenidade e coragem das suas palavras e acabei de ver aquela entrevista com um «nó na garganta».
A coragem de dizer "já chega" à vida. A coragem de alguém que gosta de viver, que viveu intensamente a sua vida, que teme o sofrimento e a dor, e quer ter o direito de decidir quando chegou a hora do «ponto final», e morrer com dignidade.

Passando um pouco ao largo da seriedade deste assunto, lembrei-me que há uns anos atrás, vi um filme em que a actriz princípal era Michelle Pfeiffer, "Eutanásia de Um Amor".
Um casal com alguns problemas no seu casamento, e um dia ela decide deixar morrer o amor que sentia. Deixa de «lutar» pelo que já não tinha futuro.
Também existe a eutanásia dos sentimentos. E quando poderá isso acontecer? Quando se atinge o limite de exaustão do faz-de-conta? Qual o exacto momento em que a nossa mente, transmite essa informação, esse desejo, o tal «chegou a hora»?
Bastará ter coragem para desistir ou será necessário algo mais...?
No que diz respeito a colocar um fim à vida, não tenho dúvidas de que é necessário ter mesmo muita coragem. Há quem diga que a morte não é a pior das coisas. É a última!
Pois, não sei!!!